Direitos Musicais são a nova aposta do Facebook

  • ECO
  • 6 Setembro 2017

Os utilizadores do Facebook vão deixar de preocupar-se com direitos musicais na hora de carregar vídeos com música para a rede social.

O Facebook está a investir centenas de milhões de dólares em direitos junto de discográficas. A aposta da rede social vem no sentido de permitir que os seus utilizadores incluam música de forma legal nos seus vídeos. As negociações estendem-se há meses e poderão levar até dois anos. A notícia é avançada pela Bloomberg, que cita uma fonte próxima do processo.

Em pleno advento do vídeo no Facebook, vários utilizadores têm vindo a partilhar conteúdos com música sobre a qual não têm direitos. De acordo com a legislação, a empresa de Zuckerberg é obrigada a retirar os vídeos com material que não cumpra os requisitos legais. O investimento vem no sentido de facilitar a criação de conteúdos dos utilizadores, evitando a intervenção da empresa que gere a rede social.

Há menos de um mês, o Facebook anunciou a criação do Watch, a nova plataforma de vídeo dentro da rede social, que pretende concorrer com o Youtube. Embora Zuckerberg pretenda atrair vídeos de música profissionais, o serviço Watch dará prioridade a conteúdo produzido pelos utilizadores. Após a publicações dos resultados do segundo trimestre no passado mês de julho, a empresa revelou aos investidores que pretende continuar a apostar no formato de vídeo que, acredita, poderá ultrapassar a partilha de texto e fotografias no futuro.

De acordo com a Bloomberg, o investimento do Facebook poderá ser uma fonte de lucro inesperado para a indústria musical, numa altura em que tem vindo a crescer com as plataformas de streaming como o Spotify ou a Apple Music. A Federação Internacional na Indústria Fonográfica, citada pela mesma fonte, avança que as vendas de música cresceram 5,9% no ano passado. A Warner Music Group revelou um crescimento de vendas em 13%, e a Universal Music Group reportou um incremento de 15,5% nas vendas durante o seu último trimestre fiscal.

Quanto vale uma notícia? Contribua para o jornalismo económico independente

Quanto vale uma notícia para si? E várias? O ECO foi citado em meios internacionais como o New York Times e a Reuters por causa da notícia da suspensão de António Mexia e João Manso Neto na EDP, mas também foi o ECO a revelar a demissão de Mário Centeno e o acordo entre o Governo e os privados na TAP. E foi no ECO que leu, em primeira mão, a proposta de plano de recuperação económica de António Costa Silva.

O jornalismo faz-se, em primeiro lugar, de notícias. Isso exige investimento de capital dos acionistas, investimento comercial dos anunciantes, mas também de si, caro leitor. A sua contribuição individual é relevante.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Direitos Musicais são a nova aposta do Facebook

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião