Sindicato dos enfermeiros e ministro não conseguiram chegar a um acordo

  • ECO
  • 13 Setembro 2017

Governo não marcou faltas a enfermeiros especialistas que entregaram cédulas na semana-passada. Reunião entre ministro e sindicato termina sem conclusões.

Ainda em clima de greve, os enfermeiros queixam-se de disparidades em relação aos demais colegas. O Governo não aplicou faltas injustificadas aos enfermeiros especialistas que se mantêm em greve desde o mês de julho. Contrariamente, aqueles que iniciaram a greve esta segunda-feira foram penalizados.

Bruno Reis, porta-voz do movimento Enfermeiros Especialistas em Saúde Materna e Obstetrícia (EESMO) avançou ao Diário de Notícias que os enfermeiros especializados que entregaram na semana passada as cédulas que lhes permitiam exercer cuidados especializados e que já se encontravam em greve desde julho não tiveram faltas injustificadas. Algo que não se verificou com os especialistas que iniciaram a greve esta segunda-feira, que se viram alvo de marcações de faltas injustificadas por parte do Governo, em algumas unidades na zona sul do país.

Esta informação foi ainda confirmada por José Azevedo, presidente do Sindicato dos Enfermeiros. “No Hospital Santa Maria, por exemplo, marcaram e desmarcaram as faltas. Aqueles que não tirarem as faltas injustificadas aos enfermeiros vão ter de o fazer porque se trata de uma ilegalidade“, disse. O sindicato acusou o Governo de ser “legislador em causa própria” e ficou no ar a promessa de “uma greve mais demolidora caso não sejam retiradas as faltas”.

O porta-voz do EESMO adiantou que tem havido “ameaças que não são concretizadas” aos profissionais de saúde. Recorde-se que o protesto dos enfermeiros especialistas já vem a acontecer desde julho, uma luta que dura há oito anos para verem reconhecido o título de especialista com o devido ajuste financeiro.

Esta terça-feira o Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP) e o ministro da Saúde reuniram-se na tentativa de chegar a um acordo, no entanto, o encontro terminou sem quaisquer conclusões.

Para esta quinta-feira está marcada uma nova reunião de negociações. “Houve propostas e contrapropostas nesta discussão e a reunião foi inconclusiva e foi suspensa e continua na quinta-feira”, disse José Carlos Martins, presidente do SEP.

Esta quarta-feira é o terceiro dia de protestos, numa forte greve marcada pelo Sindicato Independente dos Profissionais de Enfermagem (SIPE), que lutam por uma proposta de atualização dos salários e de integração da categoria de especialista na carreira. Irá decorrer até às 24h00 de sexta-feira e a adesão ronda os 80%.

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