Nova Aicep vai ser mais digital e virada para fora

Uma agência virada para os clientes e para as empresas, e mais digital, implica mexidas nas direções. Estas foram algumas das mudanças anunciadas esta sexta-feira aos colaboradores, sabe o ECO.

Foi esta sexta-feira que Luís Castro Henriques comunicou aos funcionários da Aicep as linhas gerais da nova estratégia, apurou o ECO. Fusões de direções e desdobramento de outras e adotar uma postura mais próxima das empresas e menos virada para dentro foram algumas das diretrizes passadas.

A nova administração da Aicep, a agência que tem por missão ajudar a captar investimento estrangeiro, mas também promover as exportações, tomou posse a 17 de abril, demorou cerca de cinco meses para montar uma nova estratégia que parece vir responder a uma das exigências do empresários. Aquando da entrada em funções da nova equipa, o ECO ouviu vários empresários sobre o que gostariam de ver alterado na agência e a resposta foi: devia haver uma maior proximidade da instituição às empresas e sobretudo o diálogo devia ser mais económico e menos tecnocrata.

Luís Castro Henriques parece querer uma “casa” menos virada para o umbigo e mais próxima das empresas, nomeadamente ao nível dos serviços que são prestados de modo a que a Aicep esteja mais virada para o cliente.

Mas as mudanças não se ficam por aqui. A aposta da Aicep, em termos de mercados, volta a estar orientada para os países da CPLP. Recorde-se que, em junho, a Aicep assinou um protocolo com Confederação Empresarial da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CE-CPLP) para aumentar a mobilidade na promoção do intercâmbio económico.

“Numa economia cada vez mais internacional, esta capacidade de espalhar por diferentes partes do mundo a nossa capacidade de influência e penetração é absolutamente decisiva”, disse nessa ocasião o ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva.

“É preciso pôr em contacto os empresários que falam a mesma língua e que têm esse enorme potencial de fazer negócios na língua portuguesa”, disse Mário Costa, o presidente da União de Exportadores da CPLP, citado pelo Jornal de Angola. O responsável defende que a CPLP pode tornar-se numa potência económica mundial, por causa da sua posição geoestratégica única e pode fazer negócios para 30% da população mundial. “Estamos nos quatro cantos do mundo, temos mais recursos naturais que muitas potências atuais e tudo é só uma questão de explorar, além de termos um mercado local e regional com potencial muito grande”, sublinhou em antecipação do congresso da comunidade que se vai realizar a 22 e 23 de setembro em Vila Real.

Para adaptar a estrutura a estas novas guidelines, Castro Henriques decidiu fundir algumas direções e desdobrar outras. Muitos colaboradores têm esta tarde para empacotar as suas coisas, para na segunda-feira já iniciar novas funções.

Entre as alterações que se pretendem está ainda o objetivo de tornar a Aicep “mais digital”.

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