Costa quer língua portuguesa como língua oficial da ONU

  • Ana Batalha Oliveira
  • 20 Setembro 2017

António Costa falou perante as restantes nações da ONU. Aproveitou para relembrar a relevância da língua portuguesa, que acredita merecer o título de língua oficial das Nações Unidas.

No discurso desta quarta-feira na conferência anual das Nações Unidas, o primeiro-ministro português defendeu a adoção do português como língua oficial das Nações Unidas. Sugeriu ainda que o continente africano, Índia e Brasil se tornassem membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU. O compromisso nacional com as metas ambientais também saiu reforçado.

A adoção do português como língua oficial das Nações Unidas permanece um desígnio comum aos diferentes Estados da comunidade de países de língua portuguesa“, afirmou António Costa perante os restantes representantes dos Estados membros da ONU. O primeiro-ministro relembrou que até meados do século a língua portuguesa deverá ser falada por 400 milhões de pessoas, tornando-a um “instrumento de comunicação com dimensão global” que já foi elevado a língua oficial por outros organismos internacionais.

Para além da questão da língua, o primeiro-ministro pronunciou-se acerca da composição do Conselho de Segurança da ONU, o qual acredita que beneficiaria de uma “acrescida representatividade”, nomeadamente, incluindo o Brasil, Índia e representantes do continente africano a título permanente. “O continente africano não pode deixar de ter uma presença permanente, e o Brasil e a Índia são dois exemplos incontornáveis de uma representação que urge necessária”, declarou.

 

O compromisso com as metas ambientais, em particular no que toca à preservação dos oceanos, foi outro dos pontos em destaque no discurso do primeiro-ministro. Segundo António Costa, “Portugal cumprirá o compromisso de reduzir, até 2030, 40% das emissões de gases de efeito de estufa“, colocando-os de volta em valores de 1990, tal como ficou acordado em Paris em 2015. Costa aproveitou ainda para sublinhar a disponibilidade do país para receber a segunda Conferência das Nações Unidas dedicada à conservação e à exploração sustentável dos Oceanos, com data marcada para 2020.

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