ONU reúne de emergência após novo míssil da Coreia do Norte

  • Lusa
  • 29 Agosto 2017

O míssil lançado pela Coreia do Norte esta segunda-feira sobre o mar do Japão motivou uma reunião de emergência do Conselho de Segurança das Nações Unidas, a pedido do presidente japonês e dos EUA.

O Conselho de Segurança das Nações Unidas vai realizar na tarde desta terça-feira uma reunião de emergência em Nova Iorque a pedido de Tóquio e de Washington, na sequência do lançamento de um míssil da Coreia do Norte, anunciaram diplomatas.

O novo lançamento “constitui uma ameaça muito séria e grave, e não tem precedentes”, afirmou Shinzo Abe, o primeiro-ministro do Japão, que anunciou ter pedido uma reunião urgente do Conselho de Segurança das Nações Unidas “para pressionar ainda mais a Coreia do Norte”. Abe sublinhou em particular a importância do papel da China e da Rússia em exortar a Coreia do Norte “a mudar a sua política”.

"[O lançamento do míssil sobre o Japão] constitui uma ameaça muito séria e grave, e não tem precedentes”

Shinzo Abe, primeiro-ministro japonês

O primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe, e o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, acordaram esta terça-feira, ao telefone, em exercer ainda mais pressão sobre Pyongyang após o novo lançamento de um míssil. Donald Trump e Shinzo Abe “coincidiram totalmente” relativamente à postura e às medidas a tomar antes das constantes provocações da Coreia do Norte, assinalou o primeiro-ministro nipónico.

A Coreia do Norte disparou na madrugada de terça-feira (cerca das 05:57 locais, 21:57 de segunda-feira, em Lisboa) um “projétil não identificado”, aparentemente um míssil, em direção ao Mar do Japão, indicaram os militares sul-coreanos. O projétil terá sobrevoado o arquipélago japonês antes de cair a leste da ilha de Hokkaido em águas do Pacífico.

O novo ensaio teve lugar depois de, no sábado, Pyongyang ter lançado três mísseis de curto alcance para águas do Mar do Japão, quando milhares de soldados norte-americanos e sul-coreanos participavam em manobras conjuntas na península. Além disso, no mês passado, a Coreia do Norte testou dois mísseis balísticos intercontinentais (ICBM). O primeiro, lançado em 4 de julho, levou o Conselho de Segurança das Nações Unidas a impor um novo pacote de sanções ao hermético país asiático.

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