E o Dinossauro de Ouro das Autárquicas 2017 vai para…

A escolha é sua. Está a decorrer uma votação para eleger o dinossauro autárquico destas eleições. A iniciativa é promovida pela associação cívica TIAC e o blog Má Despesa Pública.

É uma votação diferente, mas na qual todos os portugueses podem participar. Nesta eleição há 38 candidatos a presidente de Câmara. O que é um dinossauro? Um autarca que, tendo já cumprido três mandatos à frente de um município, se apresenta de novo às eleições autárquicas que se realizam a 1 de outubro. A votação termina a 29 de setembro.

“Queremos que os portugueses escolham o dinossauro autárquico que mais se destaca na procura do poder – para benefício do seu povo, ou do seu ego”, resume a TIAC. No site da iniciativa, a associação ironiza: “Do grego deinos sauros – ‘lagarto terrível’ –, estima-se que os dinossauros terão aparecido há 230 milhões de anos”. “Outras espécies de sangue quente tornaram-se autarcas”, lê-se.

“O facto de haver tantos veteranos da gestão autárquica de novo na corrida, incluindo candidatos cadastrados, mostra bem as falhas da lei de limitação de mandatos e o fracasso das elites políticas locais em se renovarem. Os dinossauros candidatos não são uma marca de experiência, mas de estagnação”, justifica João Paulo Batalha, presidente da TIAC.

Por seu lado, Bárbara Rosa, co-autora do blog Má Despesa Pública, parceiro da iniciativa, pretende que “as pessoas reflitam sobre a qualidade da democracia local (ou a falta dela) e sobre os vícios de abuso de poder, de caciquismo, de má despesa pública e desperdício de recursos associados à não renovação das elites políticas locais”. “Não haverá desenvolvimento económico e social enquanto não ultrapassarmos as lógicas clientelares de exercício do poder”, defende.

O prémio será entregue no dia a seguir às eleições, a 2 de outubro. Ao mesmo tempo, as autarquias que elegerem um candidato dinossauro serão “honorificamente” nomeadas de “Parque Jurássico”. Na lista só aparecem duas mulheres. Eis os candidatos:

  • Álvaro Amaro, Guarda – PSD;
  • Amândio Melo, Belmonte – PSD, Independente;
  • Ana Cristina Ribeiro, Salvaterra de Magos – BE;
  • António Eusébio, Faro – PS;
  • António Murta, V.R. Santo António – PS;
  • António Sebastião, Almodôvar – PSD, Independente;
  • Carlos Pereira, Santana – PSD, Independente;
  • Carlos Pinto, Covilhã – PSD, Independente;
  • Carlos Pinto de Sá, Évora – CDU;
  • Carlos Teixeira, Lisboa – PS, PDR/JPP;
  • Domingos Torrão, Penamacor – PS, PSD;
  • Fernando Costa, Loures – PSD;
  • Fernando Marques, Ansião – PSD;
  • Fernando Seara, Odivelas – PSD;
  • Francisco Amaral, Castro Marim – PSD;
  • Isaltino Morais, Oeiras – PSD, Independente;
  • Jaime Ramos, Coimbra – PSD;
  • Jaime Ramos, Entroncamento – PSD;
  • João Cepa, Esposende – PSD, Independente;
  • João Marques, Pedrógão Grande – PSD;
  • João Rocha, Beja – CDU;
  • João Teresa Ribeiro, Vendas Novas – CDU;
  • Joaquim Raposo, Oeiras – PS;
  • José Estevens, Castro Marim – PSD, Independente;
  • José Maltez, Golegã – PS;
  • José Pós-de-Mina, Moura – CDU;
  • José Rondão Almeida, Elvas – PS, Independente;
  • Júlia Paula Costa, Caminha – PSD;
  • Litério Marques, Anadia – PSD;
  • Luís Leal, Montemor-o-Velho – PSD;
  • Manuel Machado, Coimbra – PS;
  • Manuel Rodrigo, Miranda do Douro – PSD;
  • Narciso Miranda, Matosinhos – PS, Independete;
  • Narciso Mota, Pombal – PSD, Independente;
  • Pedro Namorado Lancha, Fronteira – PSD, PS;
  • Ribau Esteves, Aveiro – PSD;
  • Valentim Loureiro, Gondomar – PSD, Independente;
  • Vítor Proença, Alcácer do Sal – CDU:

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