Fed sinaliza nova subida de juros. Wall Street fecha misto

Os três principais índices bolsistas norte-americanos fecharam sem rumo definido, depois de a entidade liderada por Janet Yellen ter assumido a intenção de subir os juros no final do ano.

A Fed não mexeu na taxa de juro, mas deu novamente sinais de que o irá fazer ainda este ano. Contudo, a instituição liderada por Janet Yellen revelou esta quarta-feira um objetivo claro: começar a reduzir o balanço de 4,5 biliões de dólares já no início do próximo mês. Wall Street reagiu sem rumo definido.

Tal como tinha acontecido na abertura da sessão desta quarta-feira, o Nasdaq foi o único a cair ao deslizar 0,08% para os 6.456,04 pontos. Uma das principais quedas no setor tecnológico foi a Apple que registou a maior desvalorização num mês. Em causa está o alerta dos analistas de que a procura pelo iPhone 8 tem sido “substancialmente menor” quando comparada com a dos modelos anteriores. Já o Dow Jones e o S&P 500 somaram ganhos: 0,19% para os 22.412,59 pontos e 0,06% para os 2.508,24 pontos, respetivamente.

A Reserva Federal dos Estados Unidos (Fed) decidiu manter a taxa de juro no nível atual esta quarta-feira, mas sinalizou que pretende avançar com o arranque da retirada dos estímulos económicos já no próximo mês de outubro. Mas o mercado deve contar com uma subida dos juros ainda em 2017, antecipam os responsáveis da Fed.

A Fed pretende começar a introduzir um limite ao montante a reinvestir (de 6.000 milhões de dólares por mês em títulos do Tesouro e de 4.000 milhões de dólares por mês em títulos hipotecários). Esses limites irão sendo trimestralmente incrementados até um máximo de 30.000 milhões de dólares em obrigações do Tesouro americanas e de 20.000 milhões de dólares em títulos hipotecários. Esse limite máximo deverá ser alcançado a partir de outubro do próximo ano.

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