Novo Banco: Compensação aos obrigacionistas pode custar 230 milhões de euros

  • ECO
  • 28 Setembro 2017

Em causa está o custo com os juros dos depósitos dos investidores que venderem as suas obrigações, que em grande parte tem de ser financiado pela oferta de compra de dívida.

Remunerar os depósitos que venham a ser constituídos pelos investidores que aceitarem a oferta de compra de dívida do Novo banco pode vir a custar 230 milhões de euros à instituição liderada por António Ramalho, avança o Jornal de Negócios nesta quinta-feira (acesso pago).

Este valor é uma estimativa do custo que o banco pode vir de ter a assumir com os juros dos depósitos que foram disponibilizados aos obrigacionistas que aceitem a oferta, e pressupõe cálculos efetuados pelo jornal. Essas contas partiram do pressuposto que a oferta de compra de dívida tem uma taxa de adesão de 75%, que é a condição mínima para o sucesso da operação, e que 75% dos investidores que vendem os seus títulos aplicam esses recursos em depósitos a prazo. Esta lógica de cálculo foi aplicada a cada linha de obrigações, sendo então calculada a remuneração a pagar pelo Novo Banco tendo em conta as condições – prazo e taxa de juro – dos depósitos que a instituição oferece aos detentores de cada emissão de dívida, especifica o Negócios.

A oferta de depósitos a prazo com remunerações muito superiores à média do mercado, foi uma via seguida pelo Novo Banco para conseguir convencer os investidores a aceitarem a sua oferta de compra de dívida. As aplicações têm de se manter por um período entre três e cinco anos e pagam taxas de juro que variam entre 1% e 6,84%, consoante as linhas de obrigações.

Esse argumento foi usado, sobretudo, junto dos clientes de retalho, mas também há investidores institucionais interessados em aplicar o resultado da venda das suas obrigações em depósitos. A Pimco, é um desses casos. Tal como o ECO confirmou no início desta semana, aquele que é um dos principais credores do Novo Banco, vai vender as suas obrigações e aplicar esse dinheiro em depósitos a prazo.

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