FC Barcelona joga com o Las Palmas, mas à porta fechada

  • Lusa e ECO
  • 1 Outubro 2017

A direção do FC Barcelona reuniu-se para analisar se a situação na Catalunha permite a realização do jogo com o Las Palmas, da liga espanhola de futebol. Já há decisão: o jogo é à porta fechada.

epa06222639 FC Barcelona’s players jubilate the first goal of the team during the Spanish First Division League 6th round match between Girona and FC Barcelona at the Montilivi stadium in Girona, Catalonia, Spain, 23 September 2017. EPA/Andreu Dalmau

A direção do FC Barcelona vai reunir-se esta manhã para analisar se a situação na Catalunha permite a realização em segurança do jogo com o Las Palmas, da liga espanhola de futebol. Apesar de ter sido colocada a hipótese do jogo ser cancelado, a decisão foi de manter a realização da partida, mas à porta fechada, avança o jornal desportivo espanhol Marca.

No site do jornal espanhol está disponível o comunicado oficial do clube catalão onde é anunciada esta decisão. No comunicado, a direção do FC Barcelona começa por “condenar as ações levadas a cabo hoje em muitas localidades de toda a Catalunha para impedir o exercício do direito democrático e a liberdade de expressão dos seus cidadãos”. Relativamente à decisão de o jogo se realizar à porta fechada, a direção do clube diz o seguinte: “Perante a excecionalidade de tais atos, a direção desportiva decidiu que o jogo da equipa principal de hoje contra o Las Palmas se jogará à porta fechada, perante a recusa da Liga de Futebol Profissional em declarar o seu adiamento“.

A decisão veio depois de o clube catalão ter entrado em contacto com as forças de segurança para perceber se estão reunidas as condições para se disputar o encontro, marcado para as 16:15 (15:15 em Portugal).

O FC Barcelona não tem responsabilidade na segurança do estádio em dias de jogos, que está delegada aos Mossos d’Esquadra, polícia regional da Catalunha.

Os catalães apoiantes da independência da região estão hoje a tentar votar num referendo suspenso no início do mês pelo Tribunal Constitucional espanhol e as autoridades de Madrid a tentarem impedir a realização da consulta popular com milhares de agentes da Polícia Nacional e Guardia Civil na rua.

Centenas de eleitores, na maioria pró-independência, começaram ainda de madrugada a formar filas em frente às escolas onde foram instaladas assembleias de voto – ocupadas há dois dias por populares que queriam garantir a votação de hoje – para evitar que estes fossem fechados pela polícia.

Os Mossos d’Esquadra fecharam dezenas de colégios eleitorais em toda a Catalunha, embora em alguns locais se tenham limitado a registar a concentração popular e saído sob aplausos da população.

Já a Polícia Nacional e a Guardía Civil protagonizaram momentos de tensão ao tentar impedir o referendo, tendo mesmo ocupado o pavilhão desportivo da escola em Girona onde deveria votar o líder da ‘Generalitat’, Carles Puigdemont, e detido vários manifestantes.

Os opositores à independência, que os estudos de opinião indicam serem maioritários, não participaram na campanha eleitoral nem irão votar, para não darem credibilidade a uma consulta que o Estado espanhol considera ser ilegal.

O Tribunal Constitucional espanhol suspendeu no início de setembro, como medida cautelar, todas as leis regionais aprovadas pelo parlamento e pelo Governo da Catalunha que davam cobertura legal ao referendo de autodeterminação convocado para hoje.

Os partidos separatistas têm uma maioria de deputados no parlamento regional da Catalunha desde setembro de 2015, o que lhes deu a força necessária, em 2016, para declararem que iriam organizar este ano um referendo sobre a independência, mesmo sem o acordo de Madrid.

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