“Precisamos de crescer significativamente mais”, diz Passos Coelho

  • Cristina Oliveira da Silva
  • 2 Outubro 2017

Líder do PSD esteve reunido com o Presidente da República. É preciso crescer mais e isso envolve opções de política económica diferentes, acusando o Governo de estar centrado no presente.

O líder do PSD não quis expressar uma posição sobre um Orçamento do Estado que não conhece mas, em reunião com o Presidente da República, falou na importância de o país poder atingir a meta orçamental a que se propôs. A probabilidade de cumprir esse objetivo é grande, afirmou Passos Coelho mas “quanto ao futuro”, é preciso “crescer significativamente mais”.

No final do encontro, Passos não quis desvendar as mensagens transmitidas por Marcelo Rebelo de Sousa. E o que disse o presidente do PSD quanto ao Orçamento do Estado? “Tive ocasião de lhe dar conta do que é que achava que eram as condições para o exercício orçamental deste ano, da importância de o país poder atingir a meta orçamental a que se propôs e da probabilidade grande que atribuo para que essa meta seja de facto atingida”, afirmou Passos Coelho, em declarações transmitidas pela RTP3.

“Quanto ao futuro, digamos Orçamento de 2018 e anos seguintes, é conhecida a posição do PSD: nós sabemos que precisamos de crescer significativamente mais do que tem acontecido, isso envolve opções de política económica, não são aquelas que nós temos observado da parte do Governo, que está sempre muito centrado no presente e pouco no futuro”, acrescentou ainda. Contudo, Passos Coelho recusou expressar uma posição sobre um Orçamento que não conhece.

Sobre o futuro do PSD, no rescaldo das eleições autárquicas que deixaram marcas no partido, Passos não quis responder. “É uma questão prematura”, afirmou, recordando que amanhã será feita a avaliação “com mais detalhe dos resultados”, nos órgãos de comissão política e no Conselho Nacional. “Só depois disso é que poderemos dizer alguma coisa do ponto de vista, digamos, de uma mensagem nacional que possa ter relevância e eu não vou, até lá, fazer especulação sobre qual vai ser a avaliação que faremos nos órgãos próprios”, rematou.

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