China Three Gorges reforça posição. Passa a ter 23,26% do capital da EDP

  • ECO
  • 3 Outubro 2017

Foram adquiridas mais de 70 milhões de ações, que representam cerca de 1,9% do capital social da EDP. A CTG passou a deter 23,26% do capital da empresa liderada por António Mexia.

A China Three Gorges está a reforçar a posição no capital da elétrica portuguesa. Numa altura em que a EDP está a ser penalizada em bolsa pelo corte nas rendas proposto pela ERSE, passou a deter 23,26% da EDP. Este reforço surge também depois de a Gas Natural ter sondado os acionistas da empresa liderada por António Mexia com vista a uma fusão. Os chineses terão dito não.

A maior acionista da EDP adquiriu mais de 70 milhões de ações “representativas de cerca de 1,9183% do capital social da EDP”, avança o comunicado enviado pela elétrica à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

A compra resulta de uma transação realizada fora de mercado a 29 de setembro, tendo as ações sido adquiridas pelo preço unitário de 2,9637 euros. A CTG era titular de 780,6 milhões de ações representativas de 21,35% e passa agora a deter 850,8 milhões de ações (23,26% do capital).

Em setembro, o comentador Marques Mendes indicou que os chineses da CTG não queriam a fusão da EDP com a Gas Natural, depois de em julho terem surgido notícias que apontavam para uma eventual fusão. Este reforço de posição no capital da EDP vem dar um sinal de força dos chineses.

A transação agora anunciada ao mercado surge também numa altura em que a Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE) quer rever em baixa as rendas a pagar à EDP, no âmbito dos CMEC. De acordo com a proposta, o valor a pagar ao longo dos próximos dez anos implica um corte de 167,1 milhões de euros por ano face ao montante desembolsado entre 2007 e 2017, o que tem pesado no desempenho dos títulos em bolsa. A EDP está a cair há seis sessões consecutivas, e encerrou a sessão nos 3,09 euros, o valor mais baixo desde início de agosto.

(notícia atualizada às 19h11)

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