Construção e retalho levam bolsa para máximos de dois anos

O principal índice acionista nacional está a negociar no valor mais elevado desde novembro de 2015. Subidas da Mota-Engil e Jerónimo Martins compensam quedas da EDP e BCP.

A bolsa nacional voltou aos ganhos, apesar das quedas do setor energético e do BCP. A puxar pelo PSI-20 estiveram as ações do setor do retalho e da Mota-Engil, que levaram o principal índice acionista português para máximos de quase dois anos. Fora do índice principal, a estrela foi a SDC Investimentos.

O PSI-20 fechou a valorizar 0,76%, para os 5.439,99 pontos, com 13 cotadas em alta e cinco em queda. A bolsa está, assim, a negociar no valor mais alto desde novembro de 2015.

A contribuir para esta subida esteve a Jerónimo Martins, que avançou 1,59%, para os 16,94 euros por ação. Ainda no retalho, a Sonae somou 1,96% e mantém-se acima da fasquia de 1 euro por ação.

Também a Mota-Engil contribuiu para este desempenho, ao disparar 3,52%, para os 3,29 euros por ação.

Fora do PSI-20, mas ainda no setor da construção, destaque para a Soares da Costa Construções. A empresa agora designada por SDC Investimentos voltou a disparar e está em máximos de 2015, sem que haja explicações para este movimento. Esta terça-feira, subiu mais de 55%, para os 9,2 cêntimos, acumulando uma valorização superior a 250% no espaço de uma semana. O presidente executivo fala em especulação já que não há “qualquer informação privilegiada ou materialmente relevante” que possa ter influenciado a cotação da empresa.

Em sentido contrário, seguiu o setor energético, numa altura em que o grupo EDP continua a ser castigado pelo caso das rendas consideradas excessivas pela Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE). A EDP perdeu 0,19%, para os 3,09 euros por ação, e a EDP Renováveis recuou 0,77%, para os 7,115 euros.

Também o BCP fechou em terreno negativo, ao cair 0,41%, para os 24,5 cêntimos por ação.

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