Fidelidade reforça solidez com venda de 277 imóveis

  • ECO
  • 3 Outubro 2017

Seguradora está a mudar a sua política de investimento imobiliário, focando-se nos edifícios emblemáticos e de maior dimensão. Venda pretende reforçar solvência da Fidelidade.

Do Porto aos Açores, passando por Lisboa e pela Madeira, a Fidelidade está a desfazer-se de 277 dos seus imóveis, 70% deles com uso residencial. Esta segunda-feira, a seguradora iniciou as negociações com mais de uma centena de investidores nacionais e internacionais.

“Os ganhos que registarmos com esta operação servirão para reforçar a solvência da companhia e investir em projetos mais concentrados”, explicou Jorge Magalhães Correia, presidente da companhia, ao Jornal de Negócios. Reconfigurar o perfil do património imobiliário da Fidelidade e reforçar o seu nível de solidez são, assim, os principais objetivos desta operação.

Com esta venda, a seguradora espera, ainda, aumentar o seu nível de solvência para a marca dos 150% — 160%, contra os atuais 140%, de modo a melhorar a sua capacidade de financiamento. De acordo com a tabela de equiparação da Autoridade dos Seguros e Pensões Complementares de Reforma, a classificação de rating BBB+ só é atribuído às empresas seguradoras com níveis de solvência a partir dos 150%.

Os interessados nos imóveis têm até 17 de novembro para fazer uma avaliação preliminar e apresentar as suas ofertas de compra não vinculativas. Depois, a Fidelidade selecionará um grupo de investidores, que terá acesso a informação detalhada sobre as carteiras e avançarão com as ofertas finais. A seguradora espera que o processo esteja concluído, no máximo, durante o segundo trimestre de 2018.

Mais de metade (51%) dos ativos estão localizados em Lisboa e 12% no Porto. Os restantes estão espalhados um pouco por todo o país, incluindo os arquipélagos dos Açores e da Madeira. Muitos destes imóveis ainda estão em propriedade vertical. De fora, ficam os edifícios que estão ao serviço da própria Fidelidade e da sua rede de distribuição (lojas e mediadores).

O presidente da companhia avançou, também, que “há muitos ativos bons para desenvolvimento imobiliário”, área em que a Fidelidade não tem competências específicas. Paralelamente a esta operação, a seguradora adotará uma nova estratégia de investimento imobiliário, focada em edifícios emblemáticos e de maior dimensão.

A Fidelidade está, além disso, a constituir uma sociedade gestora de ativos imobiliários para profissionalizar ainda mais a gestão desses ativos.

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