Importações crescem dobro das exportações. Défice agravou-se

  • Lusa
  • 4 Outubro 2017

Os dados do INE para o comércio internacional em 2016 mostram que as exportações portuguesas aumentaram 0,8% e as importações subiram 1,5%. O resultado foi um agravamento do défice comercial.

As exportações portuguesas aumentaram 0,8% e as importações subiram 1,5% em 2016 face a 2015, o que resultou num agravamento do défice comercial para 11.221 milhões de euros, divulgou o INE.

Segundo os dados provisórios do Instituto Nacional de Estatística (INE) para o comércio internacional em 2016, as exportações de bens totalizaram 50.022 milhões de euros, o que corresponde a um aumento nominal de 0,8% face ao ano anterior, e o valor das importações de bens aumentou 1,5%, totalizando 61.243 milhões de euros.

A balança comercial de bens atingiu um saldo negativo de 11.221 milhões de euros, o que representa um aumento do défice em 510 milhões de euros face ao ano anterior.

De acordo com o INE, a evolução do comércio intra-União Europeia (UE) “determinou o crescimento global em ambos os fluxos”, já que as transações com os países extra-UE diminuíram.

Como resultado, os países intra-UE “reforçaram o seu domínio” nas transações de bens de Portugal com o exterior, tendo atingido um peso de 75,1% nas exportações e de 77,8% nas importações.

Quanto ao agravamento do défice da balança comercial, deveu-se ao comércio extra-UE, dado que no comércio intra-UE se registou uma” ligeira melhoria”.

No ano passado, os principais clientes e fornecedores externos de bens a Portugal continuaram a ser Espanha, França e Alemanha, que conjuntamente representaram mais de metade das exportações (50,2%) e das importações (54,1%).

“O mercado espanhol foi o que mais contribuiu para o crescimento global das exportações de bens, pelo que Espanha reforçou a sua posição como principal destino, mantendo-se igualmente como o principal fornecedor”, nota o INE.

Apesar da evolução favorável registada em 2016, o défice da balança comercial de bens com Espanha “permaneceu claramente” como o mais elevado.

No que respeita às importações de bens, o maior acréscimo registou-se nas importações da Rússia, devido à aquisição de combustíveis minerais, ascendendo este país a 9.º principal fornecedor (14.º em 2015).

Se as transações de bens com Espanha, Alemanha e Itália continuaram a apresentar os principais saldos deficitários, o excedente mais elevado passou a registar-se nas transações com o Reino Unido, seguindo-se França e EUA.

No que se refere aos bens transacionados, as máquinas e aparelhos continuaram a ser os principais grupos de produtos exportados e importados, tendo-se os crescimentos anuais mais elevados registado nas exportações de máquinas e aparelhos e nas importações de veículos e outro material de transporte.

Já as transações de combustíveis minerais diminuíram, numa “tendência fortemente influenciada” pela redução dos preços nos mercados internacionais, tendo passado a 7.º principal grupo de produtos exportado (terceiro em 2015) e a 5.º importado (segundo em 2015).

Segundo o instituto estatístico, este grupo de produtos era o que “tradicionalmente registava o maior saldo negativo”, mas passou em 2016 a apresentar o terceiro maior. O maior défice comercial passou a registar-se nos produtos químicos, enquanto o maior excedente continuou a registar-se nas transações de minerais e minérios.

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