Proprietários que cobrem rendas acessíveis vão ter isenção fiscal

  • ECO
  • 4 Outubro 2017

Senhorios que cobrem rendas acessíveis terão desconto no IMI de 50% e ficarão isentos de IRS sobre os rendimentos prediais. Medidas fazem parte da Nova Geração de Políticas de Habitação.

O mercado de arrendamento vai sofrer alterações. Os proprietários que coloquem os seus imóveis no mercado de arrendamento habitacional a preços mais baixos ficarão isentos de IRS sobre os rendimentos prediais que obtenham. Os senhorios terão ainda um desconto de 50% de IMI, podendo mesmo chegar aos 100% se as assembleias municipais assim o entenderem. Para o efeito, considera-se como acessível aquela que for 20% inferior ao valor de referência do mercado. Este enquadramento fiscal terá a duração de vigência do contrato.

Estas medidas fazem parte do novo programa de arrendamento acessível que integra a resolução sobre a “Nova Geração de Politicas da Habitação” que o Governo está a ultimar, segundo avançam esta quarta-feira, os jornais Público (acesso condicionado) e Jornal de Negócios (acesso pago)

A medida deverá ser aprovada em Conselho de Ministros, segundo o Público hoje mesmo, devendo depois, segundo promessa do ministro do Ambiente, ser apresentada às autarquias.

As rendas acessíveis constavam já da Estratégia Nacional para a Habitação, aprovada em 2015, mas só agora o Governo vem concretizar a medida.

As rendas, sobretudo em Lisboa e Porto têm aumentado significativamente, tornando-se incomportáveis para muitas famílias.

Segundo o documento, esta medida é uma resposta “aos agregados familiares em falha de mercado, incluindo por esta via, a população de rendimentos intermédios que não consegue aceder a uma habitação adequada no mercado sem que tal implique uma sobrecarga sobre o seu orçamento familiar“.

Atualmente, as rendas pagam uma taxa de IRS de 28% na categoria F do IRS.

Mas estas não são as únicas “regalias” para os senhorios. O Governo promete avançar com a criação de “um seguro ou fundo de garantia” para proteger os proprietários em caso de incumprimento pelos arrendatários ou de danos no imóvel.

Fundos que apostem no arrendamento também terão incentivos

O Governo está a preparar a criação da figura dos veículos de investimento em património imobiliário, a exemplo do que acontece noutros países europeus. A ideia é atrair fundos de investidores que apostam no arrendamento. O Público escreve que a medida terá sido relançada pelo secretário de Estado dos Assuntos Fiscais, António Mendonça Mendes, quando a 19 de setembro discursou para uma plateia de investidores estrangeiros, no Portugal Real Estate Summit. Mendes terá mesmo afirmado que esta será uma das prioridades do Governo depois da discussão do OE para 2018.

Para o secretário de Estado, os REIT, nome por que é conhecida esta figura jurídica, são “uma alternativa equilibrada entre os fundos de investimento existentes e o investimento individual no setor imobiliário”. Já o Ministério das Finanças refere que os REIT são “um veículo muito popular em diferentes países da União Europeia, com diferentes modelações em função das exigências legais de cada Estado”.

Esta medida para dinamizar o mercado de arrendamento tinha já estado prevista no Orçamento de Estado para 2015, mas acabou por não sair do papel.

Quanto vale uma notícia? Contribua para o jornalismo económico independente

Quanto vale uma notícia para si? E várias? O ECO foi citado em meios internacionais como o New York Times e a Reuters por causa da notícia da suspensão de António Mexia e João Manso Neto na EDP, mas também foi o ECO a revelar a demissão de Mário Centeno e o acordo entre o Governo e os privados na TAP. E foi no ECO que leu, em primeira mão, a proposta de plano de recuperação económica de António Costa Silva.

O jornalismo faz-se, em primeiro lugar, de notícias. Isso exige investimento de capital dos acionistas, investimento comercial dos anunciantes, mas também de si, caro leitor. A sua contribuição individual é relevante.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Proprietários que cobrem rendas acessíveis vão ter isenção fiscal

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião