FMI vai dar previsões de crescimento global “mais otimistas”

Na próxima terça-feira, o Fundo Monetário Internacional vai divulgar as suas previsões económicas. Christine Lagarde antecipa previsões mais optimistas.

O Fundo Monetário Internacional (FMI) vai apresentar, na próxima semana, previsões de crescimento global “mais otimistas” do que as de julho, anunciou na quinta-feira a diretora-geral da organização.

Em julho, o FMI antecipou uma expansão mundial de 3,5% em 2017 e de 3,6% em 2018.

“Na próxima semana vamos dar a conhecer a atualização das nossas previsões antes da assembleia anual, e provavelmente serão mais otimistas (que as de julho)”, disse Christine Lagarde, na quinta-feira, num discurso na Universidade de Harvard (Boston), antes do início da reunião do FMI, entre 10 e 15 de outubro, em Washington.

Mas a responsável também deixou um alerta. A economia mundial está a desfrutar o maior pico de crescimento da década, mas é preciso “não desperdiçar a boa recuperação”. Os países devem utilizar as condições económicas benignas para melhorar as perspetivas de longo prazo para que a retoma económica mantenha o apoio popular e não desapareça.

A recuperação há muito esperada está a ganhar raízes”, disse e avançou que as previsões do Fundo para o crescimento e o emprego “provavelmente serão mais otimistas”. Um otimismo que se justifica pelo facto de todos os países do G20 anteciparem um crescimento este ano, algo inédito desde 2010. A zona euro está a protagonizar uma retoma surpreendente, este ano, alimentada pelo consumo das famílias e o investimento das empresas, mesmo em países fortemente afetados pela crise como Portugal e Itália.

Mas em vez de se reclinarem e desfrutarem dos bons resultados “é tempo de reparar o telhado quando o sol brilha”, a avisa. “Sim estamos a assistir a uma boa aberta”, continua Lagarde com as metáforas, “mas o céu não está limpo”. Na opinião da diretora-geral do Fundo é importante que os países aproveitem este período para implementar reformas, nomeadamente ao nível das finanças públicas. De fora ficam a Alemanha e a Coreia do Sul que têm níveis de dívida muito baixos.

Outros dos apelos foi para a necessidade de “reduzir a burocracia, aumentar a despesa em investigação e desenvolvimento e investir em infraestrutura”.

Na próxima terça-feira, o FMI vai publicar o relatório sobre “Perspetivas Económicas Globais”, com as novas projeções macroeconómicas mundiais, mas também o relatório sobre a estabilidade financeira e perspetivas para as finanças públicas.

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