Marquês: Oito ex-governantes de Sócrates vão ser chamados a depor

  • ECO
  • 13 Outubro 2017

No julgamento da Operação Marquês, deverão ser ouvidos no tribunal, entre outras pessoas, oito ex-governantes do tempo de José Sócrates. Atual ministra do Mar está entre eles.

O Ministério Público vai chamar a depor, no âmbito da Operação Marquês, oito membros dos dois governos que José Sócrates liderou entre 2005 e 2011. A notícia é avançada pelo Público esta sexta-feira [acesso condicionado], com base no despacho da acusação. A maioria são antigos ministros.

Entre eles, desde logo, está a atual ministra do Mar, Ana Paula Vitorino, que se encontra no vasto rol de testemunhas, segundo o jornal.

Luís Campos e Cunha, antigo ministro das Finanças, e Fernando Teixeira dos Santos, que lhe sucedeu no cargo, também deverão ser ouvidos. Assim como Mário Lino, ex-ministro com a pasta das Obras Públicas, que deverá ser chamado a depor, tal como o seu sucessor, António Mendonça.

O ex-ministro do Ambiente de Sócrates, Francisco Nunes Correia, também prestará esclarecimentos em tribunal. José Conde Rodrigues, ex-secretário de Estado do tempo de Sócrates e, por fim, José Pinto Ribeiro, antigo ministro da Cultura.

O despacho da Operação Marquês acusou 28 dos 33 arguidos na última quarta-feira. Os mais mediáticos são, sobretudo, José Sócrates (acusado de 31 crimes) e Ricardo Salgado, ex-líder do Grupo Espírito Santo, acusado de 21 crimes. No total, o Ministério Público identifica 229 testemunhas.

O ECO recusou os subsídios do Estado. Contribua e apoie o jornalismo económico independente

O ECO decidiu rejeitar o apoio público do Estado aos media, porque discorda do modelo de subsidiação seguido, mesmo tendo em conta que servirá para pagar antecipadamente publicidade do Estado. Pelo modelo, e não pelo valor em causa, cerca de 19 mil euros. O ECO propôs outros caminhos, nunca aceitou o modelo proposto e rejeitou-o formalmente no dia seguinte à publicação do diploma que formalizou o apoio em Diário da República. Quando um Governo financia um jornal, é a independência jornalística que fica ameaçada.

Admitimos o apoio do Estado aos media em situações excecionais como a que vivemos, mas com modelos de incentivo que transfiram para o mercado, para os leitores e para os investidores comerciais ou de capital a decisão sobre que meios devem ser apoiados. A escolha seria deles, em função das suas preferências.

A nossa decisão é de princípio. Estamos apenas a ser coerentes com o nosso Manifesto Editorial, e com os nossos leitores. Somos jornalistas e continuaremos a fazer o nosso trabalho, de forma independente, a escrutinar o governo, este ou outro qualquer, e os poderes políticos e económicos. A questionar todos os dias, e nestes dias mais do que nunca, a ação governativa e a ação da oposição, as decisões de empresas e de sindicatos, o plano de recuperação da economia ou os atrasos nos pagamentos do lay-off ou das linhas de crédito, porque as perguntas nunca foram tão importantes como são agora. Porque vamos viver uma recessão sem precedentes, com consequências económicas e sociais profundas, porque os períodos de emergência são terreno fértil para abusos de quem tem o poder.

Queremos, por isso, depender apenas de si, caro leitor. E é por isso que o desafio a contribuir. Já sabe que o ECO não aceita subsídios públicos, mas não estamos imunes a uma situação de crise que se reflete na nossa receita. Por isso, o seu contributo é mais relevante neste momento.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Marquês: Oito ex-governantes de Sócrates vão ser chamados a depor

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião