Estado quer cortar custos com… dez mil carros apreendidos

  • Rita Atalaia
  • 14 Outubro 2017

Fruto de vários processos judiciais ao longo dos anos, o Estado tem apreendidos dez mil carros. Estão distribuído em 380 parques. Há mil agentes a guardá-los. É um custo que o Governo quer cortar.

O Estado tem dez mil carros apreendidos, fruto de vários processos judiciais que duram vários anos. Estão estacionados em 380 parques. E são guardado por mil agentes. É um custo que o Executivo de António Costa quer cortar em 2018, de acordo com a proposta de Orçamento do Estado para o próximo ano entregue na Assembleia da República. Para o Governo, é necessária uma “gestão mais racional e eficaz dos veículos apreendidos”.

“O trabalho de diagnóstico em curso permitiu já quantificar cerca de 10.000 veículos apreendidos, distribuídos por 380 parques com uma área total de 165.000 metros quadrados. Para a guarda destes veículos, encontram-se afetos cerca de 1.000 agentes, guardas e outros funcionários do Estado”, lê-se no documento apresentado por Mário Centeno no Ministério das Finanças.

O trabalho de diagnóstico em curso permitiu já quantificar cerca de 10.000 veículos apreendidos, distribuídos por 380 parques com uma área total de 165.000 metros quadrados . Para a guarda destes veículos, encontram-se afetos cerca de 1.000 agentes, guardas e outros funcionários do Estado.

Proposta de Orçamento do Estado para 2018

De acordo com a proposta, estes milhares de veículos apreendidos e parados, envolvem “elevados custos económicos e ambientais diretamente relacionados com a guarda destes veículos e a alocação de agentes de força pública para garantir a administração dos veículos apreendidos”.

Apesar de o Governo reconhecer que já existem mecanismos legais que preveem que, em determinadas circunstâncias, estes carros sejam usados pelas forças policiais, acontece que nem sempre a tipologia dos veículos o permite. É por isso que “está em preparação um plano para promover uma gestão mais racional e eficaz dos veículos apreendidos, diminuindo os custos que a sua guarda prolongada provoca, seja pelos imóveis que lhes estão alocados, os custos ambientes inerentes, nomeadamente de contaminação de solos, e os recursos policiais afetos a estas tarefas”.

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