País vai crescer em 2018 exclusivamente à custa da procura interna

  • Margarida Peixoto
  • 14 Outubro 2017

A procura externa não dará qualquer contributo líquido para o avanço do PIB português. Do lado da procura interna, destaca-se o investimento a crescer acima do PIB, enquanto o consumo cresce abaixo.

A economia portuguesa deverá crescer 2,2% no próximo ano, exclusivamente à custa da procura interna. Os números constam da proposta de Orçamento do Estado para 2018, entregue esta sexta-feira pelo ministro das Finanças, Mário Centeno, na Assembleia da República.

Depois do crescimento excecional verificado em 2017, o próximo ano voltará a ser de crescimento, mas a ritmos mais contidos. As exportações e o investimento continuam a bom ritmo, o consumo público deverá contrair mais do que o verificado este ano e o consumo privado cresce a um ritmo tímido (1,9%).

Feitas as contas, o PIB avança em 2018 com um contributo nulo da procura externa — enquanto em 2017 esse contributo deverá ser negativo em 0,1 pontos percentuais. Já a procura interna contribui para a totalidade dos 2,2% de crescimento da atividade económica.

Projeções para 2017 e 2018

Fonte: Ministério das Finanças

O reflexo de um ritmo mais lento da atividade económica será visível no mercado de trabalho. Depois de um aumento do emprego na ordem dos 2,7% estimado para este ano, no próximo a subida deverá ser mais tímida, apenas de 0,9%. Ainda assim, a taxa de desemprego continuará a recuar e deverá atingir os 8,6%.

Mercado de trabalho a melhorar

Fonte: Ministério das Finanças

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