António Costa sobre incêndios: “Se me quer ouvir pedir desculpas, eu peço desculpas”

  • Margarida Peixoto
  • 18 Outubro 2017

O primeiro-ministro diz que se não pediu desculpas antes foi porque prefere guardar a palavra para a sua vida pessoal. Como primeiro-ministro, prefere falar em "responsabilidade."

António Costa, primeiro-ministro, pediu desculpas no debate quinzenal desta quarta-feira.Paula Nunes/ECO

“Se me quer ouvir pedir desculpas, eu peço desculpas,” disse esta quarta-feira o primeiro-ministro, durante o debate quinzenal, na Assembleia da República, sobre as consequências dos incêndios que devastaram este ano o país. António Costa garantiu que o “peso na consciência” pelas vítimas mortais dos incêndios não desaparece, mas que não pediu desculpas antes porque, como primeiro-ministro, prefere falar em “responsabilidade.”

“Não vou fazer jogos de palavras. Se quer ouvir-me pedir desculpas, eu peço desculpas”, respondeu António Costa, a Hugo Soares. “E se não o fiz antes, não é por não sentir um enorme peso na minha consciência,” garantiu o primeiro-ministro.

Assim que pediu desculpas, António Costa foi aplaudido pela bancada do PS. Depois, o primeiro-ministro continuou garantindo que tem sentido o peso na consciência desde a tragédia de Pedrógão Grande, quando morreram 64 pessoas. E que esse peso se redobrou este fim de semana, depois de uma nova tragédia que vitimou mais 42 pessoas.

Reservo a palavra desculpa para a minha vida privada, enquanto primeiro-ministro prefiro responsabilidade.

António Costa

Primeiro-ministro

Costa reforçou ainda que não se esquecerá destas mortes, da mesma forma que nunca se esqueceu das mortes que aconteceram no passado, enquanto desempenhava outras funções públicas, como por exemplo quando era ministro da Administração Interna.

Contudo, explicou, não pediu desculpas antes porque prefere a palavra responsabilidade: “Reservo a palavra desculpa para a minha vida privada, enquanto primeiro-ministro prefiro responsabilidade.”

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