Ministra da Administração Interna demite-se

Constança Urbano de Sousa apresentou a demissão do cargo de ministra da Administração Interna na sequência das mortes provocadas pelos incêndios de outubro.

Constança Urbano de Sousa apresentou a demissão do cargo de ministra da Administração Interna na sequência das mortes provocadas pelos incêndios de outubro. António Costa diz que “não podia recusar” o pedido de demissão.

“A ministra da Administração Interna apresentou-me formalmente o seu pedido de demissão em termos que não posso recusar”, refere o comunicado oficial do primeiro-ministro.

“Quero publicamente agradecer à Professora Doutora Constança Urbano de Sousa a dedicação e empenho com que serviu o país no desempenho das suas funções”, conclui o mesmo documento.

A demissão da ministra surge depois de ter sido avançada a possibilidade de o secretário de Estado da Administração Interna ter pedido a demissão, informação que o Governo rapidamente desmentiu. Não saiu o secretário de Estado, demitiu-se a ministra.

Constança Urbano de Sousa tem sido alvo de críticas pela sua atuação nos incêndios. Primeiro o de Pedrógão Grande que causou 64 vítimas mortais, depois nos incêndios de domingo onde morreram mais 41.

Esta terça-feira, depois da pressão dos vários quadrantes políticos, foi a vez do Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, dizer a António Costa que deveria repensar a permanência da ministra no cargo.

O Presidente da República “pode e deve dizer que abrir um novo ciclo, inevitavelmente, obrigará o Governo a ponderar o quê, quem, como e quando melhor serve esse ciclo”, disse Marcelo Rebelo de Sousa.

Depois dos recados de terça-feira à noite, Marcelo Rebelo de Sousa vai receber o primeiro-ministro, em Belém, depois do debate quinzenal, avança a TSF. O encontro já estava agendado antes da demissão de Constança Urbano de Sousa. Também o CDS e o PCP serão recebidos esta noite pelo Presidente.

(Notícia atualizada às 13h13)

O ECO recusou os subsídios do Estado. Contribua e apoie o jornalismo económico independente

O ECO decidiu rejeitar o apoio público do Estado aos media, porque discorda do modelo de subsidiação seguido, mesmo tendo em conta que servirá para pagar antecipadamente publicidade do Estado. Pelo modelo, e não pelo valor em causa, cerca de 19 mil euros. O ECO propôs outros caminhos, nunca aceitou o modelo proposto e rejeitou-o formalmente no dia seguinte à publicação do diploma que formalizou o apoio em Diário da República. Quando um Governo financia um jornal, é a independência jornalística que fica ameaçada.

Admitimos o apoio do Estado aos media em situações excecionais como a que vivemos, mas com modelos de incentivo que transfiram para o mercado, para os leitores e para os investidores comerciais ou de capital a decisão sobre que meios devem ser apoiados. A escolha seria deles, em função das suas preferências.

A nossa decisão é de princípio. Estamos apenas a ser coerentes com o nosso Manifesto Editorial, e com os nossos leitores. Somos jornalistas e continuaremos a fazer o nosso trabalho, de forma independente, a escrutinar o governo, este ou outro qualquer, e os poderes políticos e económicos. A questionar todos os dias, e nestes dias mais do que nunca, a ação governativa e a ação da oposição, as decisões de empresas e de sindicatos, o plano de recuperação da economia ou os atrasos nos pagamentos do lay-off ou das linhas de crédito, porque as perguntas nunca foram tão importantes como são agora. Porque vamos viver uma recessão sem precedentes, com consequências económicas e sociais profundas, porque os períodos de emergência são terreno fértil para abusos de quem tem o poder.

Queremos, por isso, depender apenas de si, caro leitor. E é por isso que o desafio a contribuir. Já sabe que o ECO não aceita subsídios públicos, mas não estamos imunes a uma situação de crise que se reflete na nossa receita. Por isso, o seu contributo é mais relevante neste momento.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Ministra da Administração Interna demite-se

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião