Governo acredita ter “todas as condições” para cumprir exigências de Bruxelas

  • Lusa
  • 23 Outubro 2017

Mourinho Félix responde ao alerta da UTAO de que as medidas do OE podem ser “insuficientes” para Bruxelas. Diz que não está “particularmente preocupado”.

O secretário de Estado Adjunto e das Finanças afirmou que não está “particularmente preocupado” com a análise da UTAO e disse estar “convencido” de que Portugal “tem todas as condições para cumprir o que lhe é exigido”.

A Unidade Técnica de Apoio Orçamental (UTAO) advertiu que as medidas de política orçamental apresentadas pelo Governo para 2018 “podem vir a ser consideradas insuficientes” pela Comissão Europeia, que deverá pedir “medidas adicionais”.

“Não conheço ainda o relatório, mas devo dizer que não estou particularmente preocupado e estou convencido que temos todas as condições para cumprir o que é exigido”, afirmou Ricardo Mourinho Félix, acrescentando que “possivelmente [a UTAO] necessitará de alguma informação”.

À margem de uma conferência organizada hoje em Lisboa pela Associação de Instituições de Crédito Especializado (ASFAC), o governante explicou a redução prevista da almofada de depósitos do Estado, dos 8.000 milhões em 2017 para os 6.500 milhões em 2018, com a melhoria do ‘rating’ de Portugal por uma instituição e a perspetiva de que haja novas subidas.

Ricardo Mourinho Félix afirmou que “o facto de ter havido o ‘upgrade’ [subida] da Standard and Poor’s” do rating de Portugal e “a melhoria do outlook [perspetiva] da Fitch e da Moody’s e também a possibilidade de virem a acontecer novos ‘upgrades” permitem agora “fazer uma gestão da almofada financeira um pouco mais flexível”.

Na prática, o Governo está a “manter uma almofada entre 40% e 50% das necessidades de financiamento dos próximos 12 meses”, tal como tem vindo a transmitir aos investidores, às agências de ‘rating’ e à Comissão Europeia.

Assim, Mourinho Félix garantiu que “está tudo a correr normalmente” e que “não há nenhuma redução anormal” do montante de depósitos que o Estado mantém.

O governante explicou ainda que o valor dos depósitos do Estado no ano passado, de 10.200 milhões de euros, “era anormalmente elevado” devido ao facto de a operação de recapitalização da Caixa Geral de Depósitos (CGD) “ter sido feita só em 2017 e não em 2016”.

“Tínhamos uma almofada maior do que aquela que desejávamos, mas que ia ser utilizada rapidamente”, argumentou o governante.

O jornalismo continua por aqui. Contribua

Sem informação não há economia. É o acesso às notícias que permite a decisão informada dos agentes económicos, das empresas, das famílias, dos particulares. E isso só pode ser garantido com uma comunicação social independente e que escrutina as decisões dos poderes. De todos os poderes, o político, o económico, o social, o Governo, a administração pública, os reguladores, as empresas, e os poderes que se escondem e têm também muita influência no que se decide.

O país vai entrar outra vez num confinamento geral que pode significar menos informação, mais opacidade, menos transparência, tudo debaixo do argumento do estado de emergência e da pandemia. Mas ao mesmo tempo é o momento em que os decisores precisam de fazer escolhas num quadro de incerteza.

Aqui, no ECO, vamos continuar 'desconfinados'. Com todos os cuidados, claro, mas a cumprir a nossa função, e missão. A informar os empresários e gestores, os micro-empresários, os gerentes e trabalhadores independentes, os trabalhadores do setor privado e os funcionários públicos, os estudantes e empreendedores. A informar todos os que são nossos leitores e os que ainda não são. Mas vão ser.

Em breve, o ECO vai avançar com uma campanha de subscrições Premium, para aceder a todas as notícias, opinião, entrevistas, reportagens, especiais e as newsletters disponíveis apenas para assinantes. Queremos contar consigo como assinante, é também um apoio ao jornalismo económico independente.

Queremos viver do investimento dos nossos leitores, não de subsídios do Estado. Enquanto não tem a possibilidade de assinar o ECO, faça a sua contribuição.

De que forma pode contribuir? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

Obrigado,

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Governo acredita ter “todas as condições” para cumprir exigências de Bruxelas

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião