Ascenso Simões: Medidas de fogos vão ser difíceis de aplicar

  • ECO
  • 26 Outubro 2017

O ex-secretário de Estado de António Costa admitiu que as medidas agora assumidas vão ter uma aplicabilidade difícil, e assumiu os erros cometidos no passado.

Ascenso Simões, deputado do PS e antigo secretário de Estado de António Costa quando o agora primeiro-ministro era ministro da Administração Interna, explicou ao Público a dificuldade das medidas que vão ser aplicadas na área do combate e prevenção de incêndios, no âmbito da reformulação anunciada no Conselho de Ministros extraordinário do fim de semana passado.

“Ou somos capazes de fazer uma leitura interpartidária e introduzindo todos os elementos para uma ação concreta, ou então daqui por cinco anos estamos a voltar a pensar se o que fizemos foi bem feito”, afirmou o deputado ao jornal numa entrevista publicada esta quinta-feira (acesso condicionado), em conjunto com a Renascença.

Confrontado com a sua admissão de ter cometido um “erro grave” quando foi secretário de Estado no Governo de há dez anos, Ascenso Simões disse que as reformas devem ter um “comando claro” para as administrações Públicas continuarem a segui-las após a mudança dos governos, criticando a forma como foi feita a transição para o executivo PSD e CDS.

“Quando constatamos que a coordenação interministerial, no sentido da preparação das diretivas operacionais, quando constatamos que os bombeiros não tinham uma relação com os gabinetes de técnicos florestais, que deixaram de ter uma leitura daquilo que eram os planos operacionais municipais, até dos planos de defesa contra incêndios, verificamos que essa reforma que fizemos conseguiu responder a um problema, mas não se estruturou para perdurar ao longo do tempo”, afirmou Ascenso Simões.

Implementar as reformas decididas agora vai ser difícil, acrescentou. “Se me disser: vai ser fácil transportar para o Ministério da Defesa e para a Força Aérea a contratação e gestão dos meios? Não, não vai ser fácil – há ainda um caminho muito complexo a seguir para que isso se verifique”, começou. “Vai ser fácil consagrarmos uma nova visão sobre o mundo rural e ter um Ministério da Agricultura capaz de resolver muitos dos problemas que se colocam? Não, não vai, porque o Ministério da Agricultura é o ministério mais arcaico e mais de Bloco Central que temos em toda a nossa democracia”.

Quanto vale uma notícia? Contribua para o jornalismo económico independente

Quanto vale uma notícia para si? E várias? O ECO foi citado em meios internacionais como o New York Times e a Reuters por causa da notícia da suspensão de António Mexia e João Manso Neto na EDP, mas também foi o ECO a revelar a demissão de Mário Centeno e o acordo entre o Governo e os privados na TAP. E foi no ECO que leu, em primeira mão, a proposta de plano de recuperação económica de António Costa Silva.

O jornalismo faz-se, em primeiro lugar, de notícias. Isso exige investimento de capital dos acionistas, investimento comercial dos anunciantes, mas também de si, caro leitor. A sua contribuição individual é relevante.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Ascenso Simões: Medidas de fogos vão ser difíceis de aplicar

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião