Há novos certificados de aforro. Série E vai ser 100% digital

Depois dos Certificados do Tesouro Poupança Crescente, o IGCP lançou uma nova série de certificados de aforro. A série E oferece as mesmas condições da anterior, mas é totalmente digital.

O Tesouro português lançou uma nova série de certificados de aforro. A Série E vem substituir a série D, sendo que continua a oferecer as mesmas características e condições em termos de remuneração, de acordo com uma portaria do governo publicada esta segunda-feira, em Diário da República. A única distinção é o facto desta nova série passar a ser unicamente digital. Não haverá qualquer documento físico a comprovar a titularidade.

“Por forma a agilizar o processo de subscrição, diminuindo a carga administrativa associada, os certificados de aforro da «série E» adotam a forma de valores escriturais nominativos, o que torna desnecessária a emissão de títulos físicos, sem possibilidade de designação de um movimentador para a subscrição”, refere a portaria.

Não haverá qualquer documento físico, mas a subscrição dos certificados de aforro da Série E continuará a poder ser feita presencialmente. A subscrição “pode ser realizada através do AforroNet (aforronet.igcp.pt), nas lojas dos CTT – Correios de Portugal, S. A., ou na rede de Espaços Cidadão da AMA – Agência para a Modernização Administrativa”, salienta o mesmo documento.

“Atenta a importância assumida pelos certificados na poupança das famílias e na gestão da dívida pública direta do Estado, os certificados de aforro Série E mantêm as condições financeiras dos certificados da Série D, criados pela Portaria n.º 17-B/2015, de 30 de janeiro”.

Ou seja, apesar de se tratar de uma nova Série, estes títulos continuam a ter a remuneração indexada à Euribor a três meses, com um bónus de 1%. Atualmente, as novas subscrições pagam uma taxa de 0,671%, bem abaixo dos 1,35% de taxa bruta média anual dos Certificados do Tesouro Poupança Crescimento agora lançados, substituindo os CTPM.

Tal como a taxa, também os prémios de permanência se mantêm: 0,5 % do início do 2º ano ao final do 5º ano, subindo para 1% do início do 6º ano ao final do 10º ano. E continuam a capitalizar os juros.

O ECO está, ao longo desta semana, a realizar um conjunto de trabalhos sobre a poupança, no âmbito do Dia Mundial da Poupança. Pode acompanhar estes artigos aqui.

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