Pedro Nuno Santos: “Em matérias estruturantes vamos procurar o PSD e o CDS”

O secretário de Estado dos Assuntos Parlamentares diz que os acordos à esquerda não impedem o PS de ouvir a direita.

Pedro Nuno Santos, secretário de Estado dos Assuntos Parlamentares diz que os acordos à esquerda não impedem o PS de ouvir a direita. Nesse sentido defende que “em matérias estruturantes, vamos procurar o PSD e o CDS”.

“Não temos nas nossas posições conjuntas nenhuma norma que diga: ‘o PS está proibido de falar com o PSD e o CDS’. Não está e tem essa vontade em matérias estruturantes”, diz o secretário de Estado em entrevista publicada, este domingo, no jornal Público.

Para Pedro Nuno Santos a questão é simples. “O PS está no poder porque tem um acordo com outros três partidos e, portanto, não é a mesma coisa e nunca será. Há uma maioria que sustenta este Governo e que é composta pelo PS, pelo PCP, pelo BE e pelo PEV e são estes quatro partidos que, sustentando a maioria, têm de se entender sobre quase todos os assuntos, o que não quer dizer que algumas matérias que exijam um consenso mais alargado não sejam trabalhadas com o PSD e até com o CDS”.

Para Pedro Nuno Santos há “algumas reformas que foram identificadas pelo primeiro-ministro que, pela importância e pelo impacto estrutural que têm, justificam serem também trabalhadas com o maior partido da oposição em particular”.

Uma dessas medidas é a descentralização, — uma vez que o PSD é a segunda força autárquica do país — e as obras públicas.

“Se quisermos implementar um plano de obras públicas que pela sua natureza tem de ser implementado ao longo do tempo e por mais que nós achemos que merecemos governar, sabemos que não vamos governar para sempre e que precisamos que haja algum consenso para não haver avanços e recuos. É uma matéria em que o PSD deve ser achado”, afirma.

Mas isso, adianta Pedro Nuno Santos, não quer dizer que a geringonça fica posta em causa: “As coisas são compatibilizáveis“, adianta.

Aliás, sobre os acordos à esquerda, o governante é taxativo: “se estivéssemos só a cumprir os acordos, já tínhamos feito tudo e já tínhamos ido para casa”. Pedro Nuno Santos diz que “o Governo tem a capacidade de se renovar. Todos temos essa consciência, e vejo isso nas declarações do primeiro-ministro que tem vincado bem a necessidade de darmos um salto em frente nos próximos anos noutras áreas, e tenho visto isso também nos nossos parceiros”.

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