Marcelo pede governação estável e forte contra “crises ou surtos sociais”

  • Lusa
  • 28 Novembro 2017

O Chefe de Estado pediu que a oposição supere divisões e seja alternativa, voltando a rejeitar "ilusórios blocos centrais".

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, apelou esta segunda-feira que a área da governação se mantenha estável e forte até ao fim da legislatura, afirmando que são “indesejáveis crises ou surtos sociais inorgânicos“.

No encerramento do 1.º Congresso dos Gestores Portugueses, na Culturgest, em Lisboa, o Chefe de Estado pediu também e que a oposição supere divisões e seja alternativa, voltando a rejeitar “ilusórios blocos centrais”.

Perante uma plateia de gestores, Marcelo Rebelo de Sousa referiu que nas últimas semanas recebeu e contactou com “múltiplos e importantes agentes financeiros internacionais” e pôde confirmar que os mercados atribuem um “peso determinante” à estabilidade político-institucional. Neste contexto, defendeu que a União Europeia tem de agir “antes da pugna eleitoral de 2019”.

Quanto à situação nacional, disse que, no que depender de si, o país tem de “garantir estabilidade política, social, laboral, fiscal, credibilidade das instituições”. No seu entender, tem havido no plano político uma estabilidade “mais duradoura do que muitos haviam pensado” — e que a vitória do PS nas eleições autárquicas “revelou traduzir, para já, a expressão do pulsar político na sociedade portuguesa” — que Portugal precisa de manter.

“Tem de revelar, até ao fim da legislatura, por um lado, uma área de governação forte e estável, mas, por outro, uma área de oposição capaz de superar divisões e de se apresentar como uma alternativa de futuro, até porque ilusórios blocos centrais não cabem nesta realidade imediata”, considerou. Em seguida, Marcelo Rebelo de Sousa afirmou que “são manifestamente indesejáveis crises ou surtos sociais inorgânicos, como os verificados nos últimos tempos, fruto de insuficiência dos agentes políticos e sociais orgânicos”.

Segundo o Chefe de Estado, Portugal precisa igualmente “de assegurar a credibilidade institucional, não descurando as chamadas áreas clássicas de soberania, e até o funcionamento dos sistemas sociais, que se não reduzem ao estatuto do respetivo pessoal”.

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