Sumol+Compal vota saída da bolsa a 21 de dezembro

  • ECO
  • 28 Novembro 2017

Acionistas vão votar saída da Sumol+Compal da bolsa de Lisboa no dia 21 de dezembro. Ações da cotada cedem esta terça-feira.

Os acionistas da Sumol+Compal vão votar a saída da empresa da bolsa de Lisboa a 21 de dezembro, dia para o qual foi convocada uma assembleia geral para deliberar sobre a proposta de perda da qualidade de sociedade aberta apresentada pelos dois principais acionistas do grupo.

A Refrigor e a Frildo propuseram esta segunda-feira que a Sumol+Compal deixe de estar cotada na bolsa, propondo-se a comprar as ações dos investidores que não votarem favoravelmente a essa intenção. A Refrigor detém 84,45% do capital da Sumol+Compal e 93,58% dos direitos de voto, enquanto a Frildo detém 1,40% da empresa.

Fonte próxima da Refrigor, acionista maioritária, disse ao ECO que a empresa entende que “com o baixo free float não se justifica a manutenção da Sumol+Compal na Euronext Lisbon”. E “estão reunidas as condições” para que isso aconteça, assegurou a mesma fonte. “Têm que haver acionistas disponíveis para adquirirem as ações daqueles outros acionistas que não votarem a favor da perda da qualidade de sociedade aberta”, indicou.

Na sessão desta terça-feira, as ações da Sumol+Compal desvalorizam 0,8% para 1,889 euros.

No pedido enviado esta segunda-feira à presidente da mesa, estes dois acionistas salientaram que há “uma clara concentração do capital social da Sumol+Compal, e dos respetivos de voto, na Refrigor”. “Da referida concentração resulta uma reduzida dispersão do capital da Sumol+Compal” e que essa concentração se manifesta “pelo aparente afastamento dos acionistas minoritários da vida societária e institucional” da empresa.

A Refrigor e a Frildo comprometem-se, aprovada a perda da qualidade de sociedade aberta, a “adquirir as ações dos acionistas que não tenham votado favoravelmente” a proposta. Na proposta, a Refrigor lembra que tem 93,58% dos direitos de voto da Sumol+Compal, empresa que está em bolsa desde 1987, havendo uma concentração neste acionista, que resulta numa “reduzida dispersão do capital”, ascendendo atualmente o free float a 6,42% do capital social.

A Refrigor revelou ainda que não pretende dispersar no mercado a participação por si detida na Sumol+Compal nem promover um aumento de capital da Sumol+Compal com recurso a subscrição pública.

Contribua. A sua contribuição faz a diferença

Precisamos de si, caro leitor, e nunca precisamos tanto como hoje para cumprir a nossa missão. Que nos visite. Que leia as nossas notícias, que partilhe e comente, que sugira, que critique quando for caso disso. A contribuição dos leitores é essencial para preservar o maior dos valores, a independência, sem a qual não existe jornalismo livre, que escrutine, que informe, que seja útil.

A queda abrupta das receitas de publicidade por causa da pandemia do novo coronavírus e das suas consequências económicas torna a nossa capacidade de investimento em jornalismo de qualidade ainda mais exigente.

É por isso que vamos precisar também de si, caro leitor, para garantir que o ECO é económica e financeiramente sustentável e independente, condições para continuar a fazer jornalismo rigoroso, credível, útil à sua decisão.

De que forma? Contribua, e integre a Comunidade ECO. A sua contribuição faz a diferença,

Ao contribuir, está a apoiar o ECO e o jornalismo económico.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Sumol+Compal vota saída da bolsa a 21 de dezembro

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião