Dois maiores acionistas querem Sumol+Compal fora da bolsa

  • ECO e Lusa
  • 27 Novembro 2017

Dois acionistas com 85,85% do capital propuseram marcação de assembleia geral para deliberar sobre a saída da Sumol+Compal da bolsa. Querem comprar as ações de quem não votar favoravelmente.

A Refrigor e a Frildo, acionistas da Sumol+Compal, propuseram que a empresa seja retirada da bolsa e querem comprar as ações dos investidores que não votarem favoravelmente a essa intenção. A Refrigor detém 84,45% do capital da Sumol+Compal e 93,58% dos direitos de voto, enquanto a Frildo detém 1,40% da empresa cotada na bolsa de Lisboa.

Nesse sentido, solicitaram à presidente da mesa da assembleia geral a marcação de uma reunião para “deliberar sobre a perda da qualidade de sociedade aberta”. Fonte próxima da Refrigor, acionista maioritária, disse ao ECO que a empresa entende que “com o baixo free float não se justifica a manutenção da Sumol+Compal na Euronext Lisbon”. Segundo a fonte, “estão reunidas as condições”. “Têm que haver acionistas disponíveis para adquirirem as ações daqueles outros acionistas que não votarem a favor da perda da qualidade de sociedade aberta”, indicou.

Em comunicado enviado aos mercados, a Sumol+Compal informa que a proposta se encontra a aguardar “apreciação e decisão”. No pedido enviado à presidente da mesa, lê-se que há “uma clara concentração do capital social da Sumol+Compal, e dos respetivos de voto, na Refrigor”. “Da referida concentração resulta uma reduzida dispersão do capital da Sumol+Compal” e que essa concentração se manifesta “pelo aparente afastamento dos acionistas minoritários da vida societária e institucional” da empresa.

A Refrigor e a Frildo comprometem-se, aprovada a perda da qualidade de sociedade aberta, a “adquirir as ações dos acionistas que não tenham votado favoravelmente” a proposta. Na proposta, a Refrigor lembra que tem 93,58% dos direitos de voto da Sumol+Compal, empresa que está em bolsa desde 1987, havendo uma concentração neste acionista, que resulta numa “reduzida dispersão do capital”, ascendendo atualmente o free float a 6,42% do capital social.

“A Refrigor não pretende, a curto prazo, dispersar no mercado a participação por si detida na Sumol+Compal nem promover um aumento de capital da Sumol+Compal com recurso a subscrição pública”, afirma o acionista.

Uma carta aos nossos leitores

Vivemos tempos indescritíveis, sem paralelo, e isso é, em si mesmo, uma expressão do que se exige hoje aos jornalistas que têm um papel essencial a informar os leitores. Se os médicos são a primeira frente de batalha, os que recebem aqueles que são contaminados por este vírus, os jornalistas, o jornalismo é o outro lado, o que tem de contribuir para que menos pessoas precisem desses médicos. É esse um dos papéis que nos é exigido, sem quarentenas, mas à distância, com o mesmo rigor de sempre.

Aqui, no ECO, estamos a trabalhar 24 horas vezes 24 horas para garantir que os nossos leitores têm acesso a informação credível, rigorosa, tempestiva, útil à decisão. Para garantir que os milhares de novos leitores que, nas duas últimas semanas, visitaram o ECO escolham por cá ficar. Estamos em regime de teletrabalho, claro, mas com muita comunicação, talvez mais do que nunca nestes pouco mais de três anos de história.

  • Acompanhamos a cobertura da atualidade, porque tudo é economia.
  • Escrevemos Reportagens e Especiais sobre os planos económicos e as consequências desta crise para empresas e trabalhadores.
  • Abrimos um consultório de perguntas e respostas sobre as mudanças na lei, em parceria com escritórios de advogados. Contamos histórias sobre as empresas que estão a mudar de negócio para ajudar o país
  • Escrutinamos o que o Governo está a fazer, exigimos respostas, saímos da cadeira (onde quer que ele esteja) ou usamos os ecrãs das plataformas que nos permitem questionar à distância.

O que queremos fazer? O que dissemos que faríamos no nosso manifesto editorial

  • O ECO é um jornal económico online para os empresários e gestores, para investidores, para os trabalhadores que defendem as empresas como centros de criação de riqueza, para os estudantes que estão a chegar ao mercado de trabalho, para os novos líderes.

No momento em que uma pandemia se transforma numa crise económica sem precedentes, provavelmente desde a segunda guerra mundial, a função do ECO e dos seus jornalistas é ainda mais crítica. E num mundo de redes sociais e de cadeias de mensagens falsas – não são fake news, porque não são news --, a responsabilidade dos jornalistas é imensa. Não a recusaremos.

No entanto, o jornalismo não é imune à crise económica em que, na verdade, o setor já estava. A comunicação social já vive há anos afetada por várias crises – pela mudança de hábitos de consumo, pela transformação digital, também por erros próprios que importa não esconder. Agora, somar-se-ão outros fatores de pressão que põem em causa a capacidade do jornalismo de fazer o seu papel. Os leitores parecem ter redescoberto que as notícias existem nos jornais, as redes sociais são outra coisa, têm outra função, não (nos) substituem. Mas os meios vão conseguir estar à altura dessa redescoberta?

É por isso que precisamos de si, caro leitor. Que nos visite. Que partilhe as nossas notícias, que comente, que sugira, que critique quando for caso disso. O ECO tem (ainda) um modelo de acesso livre, não gratuito porque o jornalismo custa dinheiro, investimento, e alguém o paga. No nosso caso, são desde logo os acionistas que, desde o primeiro dia, acreditaram no projeto que lhes foi apresentado. E acreditaram e acreditam na função do jornalismo independente. E os parceiros anunciantes que também acreditam no ECO, na sua credibilidade. As equipas do ECO, a editorial, a comercial, os novos negócios, a de desenvolvimento digital e multimédia estão a fazer a sua parte. Mas vamos precisar também de si, caro leitor, para garantir que o ECO é económica e financeiramente sustentável e independente, condições para continuar a fazer jornalismo de qualidade.

Em breve, passaremos ao modelo ‘freemium’, isto é, com notícias de acesso livre e outras exclusivas para assinantes. Comprometemo-nos a partilhar, logo que possível, os termos e as condições desta evolução, da carta de compromisso que lhe vamos apresentar. Esta é uma carta de apresentação, o convite para ser assinante do ECO vai seguir nas próximas semanas. Precisamos de si.

António Costa

Publisher do ECO

Comentários ({{ total }})

Dois maiores acionistas querem Sumol+Compal fora da bolsa

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião