Caixa vende banco em Espanha mas mantém sucursal

Banco público recebeu luz verde do Governo para vender os negócios em Espanha, Brasil e África do Sul. Em Espanha, apesar da alienação do Banco Caixa Geral, o banco vai manter presença com sucursal.

A Caixa Geral de Depósitos (CGD) foi autorizada esta quinta-feira pelo acionista Estado a vender os negócios em Espanha, Brasil e África do Sul, mas assegura que vai continuar a prestar apoio aos seus clientes nestes mercados. Em Espanha, apesar da alienação do Banco Caixa Geral, o banco público vai continuar presente através de uma sucursal, o que vai permitir reforçar os seus capitais próprios.

Depois de o Conselho de Ministros ter aprovado a venda das participações sociais detidas pela Caixa no capital social das sociedades Mercantile Bank Holdings Limited (África do Sul), Banco Caixa Geral (Espanha) e Banco Caixa Geral – Brasil (Brasil), o banco liderado por Paulo Macedo esclareceu que “estas alienações não traduzem a sua saída destes mercados”.

“A CGD vai continuar a manter a sua presença e até aumentar a relação com as comunidades portuguesas aí residentes, quer através de parcerias e de relacionamentos operacionais, quer pelas diversas plataformas relacionais existentes, nomeadamente através do serviço Caixa Direta Online e o serviço telefónico existente”, assegura a instituição.

Serão acauteladas nas condições de venda destas entidades. Os serviços de clientes à distância mantêm-se operacionais, tendo mesmo a CGD criado uma área de atendimento e gestão especializada de clientes não residentes”, acrescenta ainda no comunicado distribuído pela Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

"Serão acauteladas nas condições de venda destas entidades. Os serviços de clientes à distância mantêm-se operacionais, tendo mesmo a CGD criado uma área de atendimento e gestão especializada de clientes não residentes.”

Caixa Geral de Depósitos

CMVM

Este desinvestimento surge na sequência do acordo celebrado com a Comissão Europeia no âmbito do plano de recapitalização realizado nos primeiros meses deste ano, através do qual o Estado injetou perto de 4.000 milhões no banco público. O plano prevê a saída de mercados não “core”, de pequena dimensão.

Com a alienação destas participações, a CGD vai reforçar os seus capitais próprios, contribuindo para “um maior foco da sua atividade, e reduzindo desta forma a possibilidade de mais custos para os contribuintes“.

Indica ainda o banco liderado por Paulo Macedo que “o início desta fase do processo de alienação fica ainda dependente da promulgação do referido diploma”.

"A alienação destas participações, conforme referido aquando da aprovação do plano estratégico, contribuirá para o reforço dos capitais próprios do Banco, um maior foco da sua atividade, e reduzindo desta forma a possibilidade de mais custos para os contribuintes.”

Caixa Geral de Depósitos

CMVM

(Notícia atualizada às 20h03)

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