Utilização de genéricos permitiriam poupança de 30 milhões aos hospitais

  • ECO
  • 26 Dezembro 2017

A utilização de genéricos no tratamento hospitalar de doenças como o cancro e o VIH permitiriam uma poupança de 25,5 milhões entre janeiro e outubro.

Se, nos primeiros dez meses do ano, os hospitais portugueses tivessem utilizado medicamentos genéricos, teriam poupado cerca de trinta milhões de euros. Isto se fossem substituídos apenas três medicamentos.

As contas são feitas pelo Infarmed e divulgados esta terça-feira pelo Diário de Notícias, e utilizam como exemplo tratamentos na área do cancro e do VIH, que permitiriam uma redução da despesa de 25,5 milhões entre janeiro e outubro, comparando com o mesmo período do ano passado.

A este valor, juntar-se-iam 2,2 milhões de euros num antibiótico usado em meio hospitalar. Em 2017, a despesa com medicamentos hospitalares ficará acima dos mil milhões de euros, prevendo-se um aumento superior a 5% face ao ano passado.

Farmácias recebem quatro milhões de incentivos

No uso externo, os números relativos aos genéricos são bem diferentes. Só no primeiro semestre de 2017, as farmácias portuguesas receberam quatro milhões de euros de incentivos para vender mais medicamentos genéricos. No mesmo período, os portugueses pouparam 257,7 milhões de euros ao optarem por estes medicamentos.

Os dados são do Centro de Estudos e Avaliação em Saúde e são divulgados esta terça-feira pelo Correio da Manhã (acesso pago), que aponta ainda para que a quota dos genéricos tenha atingido, em setembro, os 47,9%

Ainda assim, os incentivos estatais cobrem apenas um terço da quebra de receitas que as farmácias registam com a dispensa de genéricos, que totaliza os 12,6 milhões de euros. Em média, uma farmácia perde 0,39 euros por embalagem dispensada dos quatro medicamentos mais baratos de cada substância ativa, estima o Infarmed.

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