Governo garante tarifas da energia sem flutuações em 2018

  • ECO
  • 29 Dezembro 2017

Em entrevista à TSF, Jorge Seguro Sanches desvaloriza a questão do défice tarifário, e sublinha que o consumidor tem várias alternativas que o podem proteger de possíveis flutuações dos preços.

Jorge Seguro Sanches, secretário de Estado da Energia, garante em declarações à TSF que a descida na tarifa regulada de 0,2% não terá flutuações ao longo de 2018. Apesar de a seca e do maior recurso às centrais termoelétricas aumentar os custos de produção da eletricidade, o novo valor definido pela ERSE deverá manter-se durante o próximo ano.

“Aquilo que eu prevejo é que não haja qualquer mudança na diminuição do preço da energia em 0,2% e isto acontece 18 anos depois de ter havido a última descida de preços”, diz Seguro Sanches.

Se a tarifa regulada baixa 0,2% e não vai mexer, no mercado liberalizado a situação é diferente. A EDP Comercial já anunciou um aumento médio das tarifas de eletricidade de 2,5% em 2018. Neste sentido, Jorge Seguro Sanches desvaloriza a questão.

"A questão de colocar em cima da mesa o problema da dívida tarifária, é uma forma pouca séria de abordar o problema porque aquilo que está a ser feito é precisamente o contrário: Não vai haver é mais dinheiro para ser dado em subsídios e em rendas ao setor. Aquilo que vai estar disponível vai ser para que o setor funcione de uma forma mais transparente e mais amiga dos consumidores.”

Jorge Seguro Sanches

Secretário de Estado da Energia

Para o lado do consumidor, Seguro Sanches refere que não há apenas uma alternativa: “podem voltar ao mercado regulado onde serão protegidos pelo preço fixado pelo regulador ou podem escolher uma das outras empresas, que tenham optado ou não por estar no mercado regulado, (…) para que possam, dessa forma, ter um preço que os proteja nomeadamente das flutuações do mercado”, esclarece.

E há mais do que um operador no mercado liberalizado. A Iberdrola afirma que vai descer os preços entre 2,3 e 2,4%,e a Goldenergy não irá mexer nos preços. Falta saber o que vão fazer a Galp e a Endesa.

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