Deputados aprovam audição com urgência do Governo e provedor da Santa Casa sobre Montepio

  • Lusa
  • 3 Janeiro 2018

O ministro Vieira da Silva e o Provedor da Santa Casa, Edmundo Martinho, vão ser ouvidos no Parlamento. As audições foram aprovadas esta quarta-feira pelos deputados.

Os deputados da Comissão de Trabalho e Segurança Social aprovaram hoje, por unanimidade, as audições do ministro da Segurança Social e do provedor da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa (SCML) sobre a eventual entrada no capital do Montepio.

O pedido de audição do ministro Vieira da Silva e do provedor Edmundo Martinho foi feito pelo CDS-PP para que prestem “todos os esclarecimentos sobre os contornos que envolvem a hipótese de a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa entrar no capital do Montepio Geral”.

À Lusa, o deputado democrata-cristão António Carlos Monteiro disse que as audições foram aprovadas “por unanimidade” entre todos os grupos parlamentares e que o presidente da comissão irá agora contactar os visados para que sejam agendadas.

A eventual tomada de participação da SCML na Caixa Económica Montepio Geral (CEMG) tem sido muito falada nas últimas semanas e motivou exigências de esclarecimentos ao Governo pela parte de PSD e CDS-PP.

Quanto aos democratas-cristãos, que fizeram o pedido de audições, estes querem saber, especificamente, se a Santa Casa vai ou não entrar no capital do Montepio, a que valor e adquirindo que participação e onde está o estudo de avaliação da operação.

O CDS-PP quer ainda saber quem teve a ideia original do negócio, depois de dúvidas suscitadas pelo ex-provedor da SCML e candidato à liderança do PSD, Pedro Santana Lopes.

A imprensa tem adiantado que a SCML poderá com 200 milhões de euros em troca de uma participação de 10% na CEMG, o que valoriza o banco em cerca de 2.000 milhões de euros.

A CEMG está num período de mudança dos estatutos e mesmo da sua equipa de gestão, tendo a Associação Mutualista Montepio Geral (até agora o seu único acionista) anunciado a entrada de Nuno Mota Pinto para presidente do banco, lugar ainda ocupado por Félix Morgado.

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