Costa diz que se Centeno pediu bilhetes ao Benfica, “certamente tinha boas razões”

  • Lusa
  • 6 Janeiro 2018

António Costa defendeu este sábado que "não há polémica nenhuma". Se o ministro das Finanças pediu bilhetes ao Benfica para assistir a um jogo na bancada presidencial, "certamente tinha boas razões".

O primeiro-ministro, António Costa, defendeu hoje que se o ministro das Finanças, Mário Centeno, pediu bilhetes ao Benfica para assistir a um jogo de futebol na bancada presidencial, “certamente tinha boas razões” para isso.

Em declarações aos jornalistas, à saída de uma visita ao Hospital de Santa Maria, em Lisboa, António Costa considerou que “não há polémica nenhuma” nessa notícia, avançada na sexta-feira pelo jornal ‘online’ Observador.

“Não há polémica nenhuma. Se o fez, é porque certamente tinha boas razões para o fazer”, afirmou o primeiro-ministro.

O Observador noticiou na sexta-feira que Mário Centeno “pediu lugares para si e para o filho para o Benfica-Porto da época passada”, disputado a 1 de abril de 2017, tendo o gabinete do ministro das Finanças confirmado esse pedido de “dois lugares para a bancada presidencial”, que justificou com razões de segurança.

“O pedido, apurou o Observador, foi feito através do assessor diplomático do ministro das Finanças e incluía um segundo lugar naquela bancada, que seria para o filho de Centeno, um pedido que pode configurar recebimento indevido de vantagem ou colidir com o Código de Conduta do Governo”, lê-se na notícia.

Segundo o esclarecimento do gabinete de Mário Centeno, “a notoriedade pública” do ministro “coloca exigências à sua participação em eventos públicos como jogos de futebol no que concerne a garantir a sua segurança pessoal” e “foi neste contexto que foram solicitados dois acessos” à bancada presidencial do estádio do Benfica para o jogo de 1 de abril de 2017.

“Os acessos em causa, que eram para assistir ao jogo na tribuna presidencial, não são comercializáveis, pelo que não têm um preço de venda definido”, lê-se ainda no esclarecimento do gabinete do ministro.

Quanto vale uma notícia? Contribua para o jornalismo económico independente

Quanto vale uma notícia para si? E várias? O ECO foi citado em meios internacionais como o New York Times e a Reuters por causa da notícia da suspensão de António Mexia e João Manso Neto na EDP, mas também foi o ECO a revelar a demissão de Mário Centeno e o acordo entre o Governo e os privados na TAP. E foi no ECO que leu, em primeira mão, a proposta de plano de recuperação económica de António Costa Silva.

O jornalismo faz-se, em primeiro lugar, de notícias. Isso exige investimento de capital dos acionistas, investimento comercial dos anunciantes, mas também de si, caro leitor. A sua contribuição individual é relevante.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Costa diz que se Centeno pediu bilhetes ao Benfica, “certamente tinha boas razões”

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião