Centeno pediu lugares especiais para ver jogo do Benfica

  • ECO
  • 5 Janeiro 2018

Mário Centeno pediu lugares especiais para si e para o seu filho para o jogo entre o Benfica e o Porto em abril de 2017. O Ministério das Finanças confirma, mas diz que foi por razões de segurança.

Já depois do caso Galpgate ter sido público, o ministro das Finanças pediu lugares especiais para si e para o filho para ver a partida entre o Benfica e o Porto na época passada, avança o Observador esta sexta-feira. Em resposta ao jornal online, o Ministério das Finanças assegura que o pedido esteve relacionado com razões de “segurança”. Em causa estavam dois lugares na bancada presidencial que foram pedidos através do assessor diplomático de Centeno, André Costa Monteiro.

Segundo o Observador, o secretário de Estado do Tesouro, Álvaro Novo, e outros dois membros do Ministério das Finanças, também fizeram um pedido, mas para ver o jogo em lugares pagos em qualquer das bancadas do Estádio da Luz.

Ambos os pedidos, de acordo com o jornal, podem configurar recebimento indevido de vantagem ou colidir com o Código de Conduta do Governo, que já tinha sido aprovado em março do ano passado quando os dirigentes do Benfica terão sido abordados. Além disso, o Observador escreve que o Benfica tem litígios com a Autoridade Tributária e Aduaneira — que é tutelada pelo Ministério das Finanças — cujo valor é superior a um milhão de euros.

Segundo a lei, dentro dos crimes cometidos no exercício de funções públicas, está previsto o recebimento indevido de vantagem, exceto em casos onde se verificam “condutas socialmente adequadas e conformes aos usos e costumes”.

Em reação ao jornal, o Ministério das Finanças explicou que “a notoriedade pública do ministro das Finanças coloca exigências à sua participação em eventos públicos como jogos de futebol no que concerne a garantir a sua segurança pessoal”. “Os acessos em causa, que eram para assistir ao jogo na tribuna presidencial, não são comercializáveis, pelo que não têm um preço de venda definido“, defende fonte oficial do gabinete de Mário Centeno.

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