António Costa anuncia que défice de 2017 ficou em 1,2%, abaixo dos 1,4% previstos pelo Governo

O primeiro-ministro anunciou, esta segunda-feira, que o défice de 2017 deverá ser de 1,2% do PIB. É a primeira vez que Costa atira com um valor, depois de ter dito que este ficaria abaixo dos 1,3%.

O primeiro-ministro anunciou, esta segunda-feira, que o défice em 2017, deverá cifrar-se em 1,2% do PIB e a dívida em 126,2%. Costa falava num almoço com a presença de 50 empresários da região norte, organizado pela Fundação AEP, no Porto.

Esta é a primeira vez que António Costa fala de 1,2% para o défice orçamental, depois de no final de dezembro ter feito saber que este deveria situar-se abaixo do 1,3%, já abaixo da previsão inicial do Governo e que apontava para 1,4% do PIB.

Já este domingo, Marques Mendes no comentário habitual na SIC, avançava que o défice a e a dívida deveriam ficar nos 1,2% do PIB e nos 126,2%, respetivamente.

António Costa, que chegou com mais de meia hora de atraso ao almoço, começou por fazer um pequeno discurso onde entre outras coisas voltou a afirmar que 2017 foi um ano com boas notícias ao nível económico.

“2017 foi um ano económico com boas notícias, em que se verificou o maior crescimento da economia desde o início do século, forte com forte redução do desemprego, como hoje foi anunciado, com a taxa a atingir em outubro os 8,4% e podendo chegar a dezembro com uma taxa de 8,2%”, referiu o primeiro-ministro.

Continuando a olhar para a macroeconomia referiu que o forte crescimento da economia se fica a dever sobretudo ao investimento privado e ao aumento das exportações. Para Costa “a nossa economia tem agora um novo paradigma” isto “num contexto em que prosseguiu com a trajetória de redução do défice e da dívida pública que deverá atingir os 126,2% do nosso PIB, em dezembro, e com um défice abaixo de 1,5% e que rondará o 1,2% do produto”.

Agora, diz Costa é preciso “olhar para 2018 com outro olhar por forma a vermos como podemos sustentar este crescimento”.

Durante o almoço que é fechado aos jornalistas, Costa deverá ser questionado pelos empresários presentes sobre quais as perspetivas que o Governo tem para 2018.

 

O ECO recusou os subsídios do Estado. Contribua e apoie o jornalismo económico independente

O ECO decidiu rejeitar o apoio público do Estado aos media, porque discorda do modelo de subsidiação seguido, mesmo tendo em conta que servirá para pagar antecipadamente publicidade do Estado. Pelo modelo, e não pelo valor em causa, cerca de 19 mil euros. O ECO propôs outros caminhos, nunca aceitou o modelo proposto e rejeitou-o formalmente no dia seguinte à publicação do diploma que formalizou o apoio em Diário da República. Quando um Governo financia um jornal, é a independência jornalística que fica ameaçada.

Admitimos o apoio do Estado aos media em situações excecionais como a que vivemos, mas com modelos de incentivo que transfiram para o mercado, para os leitores e para os investidores comerciais ou de capital a decisão sobre que meios devem ser apoiados. A escolha seria deles, em função das suas preferências.

A nossa decisão é de princípio. Estamos apenas a ser coerentes com o nosso Manifesto Editorial, e com os nossos leitores. Somos jornalistas e continuaremos a fazer o nosso trabalho, de forma independente, a escrutinar o governo, este ou outro qualquer, e os poderes políticos e económicos. A questionar todos os dias, e nestes dias mais do que nunca, a ação governativa e a ação da oposição, as decisões de empresas e de sindicatos, o plano de recuperação da economia ou os atrasos nos pagamentos do lay-off ou das linhas de crédito, porque as perguntas nunca foram tão importantes como são agora. Porque vamos viver uma recessão sem precedentes, com consequências económicas e sociais profundas, porque os períodos de emergência são terreno fértil para abusos de quem tem o poder.

Queremos, por isso, depender apenas de si, caro leitor. E é por isso que o desafio a contribuir. Já sabe que o ECO não aceita subsídios públicos, mas não estamos imunes a uma situação de crise que se reflete na nossa receita. Por isso, o seu contributo é mais relevante neste momento.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

António Costa anuncia que défice de 2017 ficou em 1,2%, abaixo dos 1,4% previstos pelo Governo

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião