BCP acusado de falhas no combate ao branqueamento de capitais

  • ECO
  • 24 Janeiro 2018

O caso remonta a 2012 e não se conhecem os envolvidos. Sabe-se apenas que as "falhas" apontadas pelo Banco de Portugal dizem respeito a três clientes do BCP.

O Banco de Portugal abriu, no ano passado, um processo contraordenacional contra o BCP, acusando o banco liderado por Nuno Amado de falhas no cumprimento de medidas de combate ao branqueamento de capitais.

A notícia é avançada, esta quarta-feira, pelo Jornal de Negócios (acesso pago), que dá conta de que está a decorrer a fase de instrução do processo e que o regulador deverá tomar uma decisão — de condenação ou arquivamento –, ainda este semestre.

A informação foi prestada pelo próprio BCP, num prospeto para a emissão de dívida, datado de novembro do ano passado. “A 28 de julho de 2017, o BCP foi notificado pelo Banco de Portugal de uma acusação, através de um procedimento administrativo, relacionado com a alegada violação de alguns procedimentos de combate a branqueamento de capitais, relativamente a medidas adicionais de ‘due dilligence‘ aos clientes e monitorização e acompanhamento de operações“, pode ler-se no documento, citado pelo Jornal de Negócios.

Os factos “ocorreram, sobretudo, em 2012” e dizem respeito a dois clientes e a um “outro cliente a eles associados”, acrescenta o documento, sem identificar os clientes em causa.

O BCP defende que a sua estrutura de combate ao branqueamento de capitais é “adequada” e o Banco de Portugal não faz comentários sobre o assunto.

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