Autoeuropa continua a negociar aumentos salariais

  • Marta Santos Silva
  • 1 Fevereiro 2018

A Comissão de Trabalhadores reúne hoje em plenário com os operários da fábrica de Palmela para fazer o ponto de situação das negociações com a administração, que ainda continuam.

Os trabalhadores da Autoeuropa conhecem esta quinta-feira o conteúdo das negociações entre a administração da empresa e os representantes dos operários, a Comissão de Trabalhadores liderada por Fernando Gonçalves, num plenário que decorre ao longo do dia de hoje.

A fábrica de Palmela é agora agitada por negociações de aumentos salariais. Esta semana, que foi a primeira com o novo horário (que inclui turnos noturnos e trabalho ao sábado) imposto pela empresa, a Comissão de Trabalhadores e a administração continuaram a debater, desta feita sobre os aumentos salariais. A Comissão de Trabalhadores, como explicou num comunicado enviado no domingo e citado pelo Jornal de Negócios, exige aumentos de 6,5% para este ano. A administração da fábrica da Volkswagen ofereceu aumentos de 3% em 2018 e de 2% em 2019, o que a Comissão de Trabalhadores não achou satisfatório.

O ECO sabe que as negociações continuaram ao longo desta semana e que ainda não chegaram à sua conclusão, pelo que a Comissão de Trabalhadores, no plenário desta quinta-feira, deverá informar os trabalhadores do ponto de situação e receber as suas perspetivas sobre o tema.

A greve que estava marcada para os dias 2 e 3 de fevereiro, convocada pelos sindicatos ligados aos trabalhadores da Autoeuropa devido à imposição dos novos horários, já não vai mesmo para a frente devido a estas negociações. Os sindicatos não apresentaram pré-aviso, temendo que as negociações pudessem ser perturbadas por uma greve dos trabalhadores.

Trabalhadores e empresa continuam também a discutir os novos horários, que começaram a ser aplicados esta semana. Em causa está uma semana de 17 turnos, que inclui turnos noturnos e dois turnos no sábado. Este modelo deverá continuar até à interrupção anual da empresa em agosto. Depois da interrupção, a administração tenciona aplicar um modelo de laboração contínua que inclua os domingos, mas esse aspeto está ainda a ser negociado com a Comissão de Trabalhadores.

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