Bruno de Carvalho demite-se do Sporting se sócios chumbarem as propostas na próxima AG

Bruno de Carvalho mantém em aberto a saída do Sporting até 17 deste mês, dia da próxima assembleia geral. Se os três pontos da ordem de trabalhos não foram aprovados, há eleições antecipadas.

Bruno de Carvalho manteve em aberto a sua saída do Sporting até 17 deste mês, dia em que se realizará a próxima assembleia geral. E fez depender a sua continuidade na liderança do clube se os três pontos da ordem de trabalhos que vão à mesa não foram aprovados. Nesse caso, leões vão para eleições antecipadas.

“No próximo dia 17, às 14h00, haverá uma assembleia geral no pavilhão João Rocha. A mesa de trabalhos vai ter três pontos. Ponto número: um novos estatutos; ponto número dois: regulamento disciplinar; e ponto número três: se querem ou não a saída ou não dos órgãos sociais. Se algum dos pontos anteriores não passar, e serão precisos 75% dos votos para passarem, imediatamente demitimo-nos do Sporting”, anunciou esta segunda-feira o ainda presidente do Sporting.

No sábado, o presidente do Sporting deu por concluída a assembleia geral do clube, após a retirada de dois pontos da ordem de trabalhos, que foram contestados por alguns sócios pela diminuição da representatividade no seio dos órgãos sociais do clube.

Para Bruno de Carvalho, que esta segunda-feira fez um longo discurso em que iria anunciar se abandonava o cargo de presidente do Sporting, acabar com o apuramento do Conselho Fiscal e Disciplinar através chamado método D’Hondt (que reparte os membros deste órgão pelas várias listas que se candidatam), tal como pretende acabar, é a solução que melhor defende os interesses do clube.

“O método D’Hondt cria um falso sentimento de segurança. Prefiro a responsabilização do que pensar que estamos defendidos pelo método D’Hondt. Depois, se as coisas não correrem bem, a assembleia geral que nos responsabilize e nos mande embora”, defendeu Bruno de Carvalho.

Lembrou que há anos que está a ser maltratado pelos sportinguistas, apesar da recuperação financeira e desportiva do clube, cujo mérito deve ser atribuído à sua gestão e ao trabalho dos atuais órgãos sociais. E pediu a sua proteção aos sócios e adeptos porque “quem faz um bom serviço ao Sporting tem de ser protegido”.

As ações do Sporting recuaram 9,64% para 0,75 euros esta segunda-feira.

(Notícia atualizada às 20h07)

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