Presidente do BIS lança guerra à bitcoin: “É uma bolha, esquema de Ponzi e um desastre ambiental”

  • Margarida Peixoto
  • 6 Fevereiro 2018

O presidente do Banco Internacional de Pagamentos (BIS) lançou uma ofensiva às criptomoedas. Ameaçam transformar-se em "parasitas" do sistema financeiro, garantiu Agustin Carstens.

O presidente do Banco Internacional de Pagamentos (BIS) entrou esta terça-feira numa guerra aberta às criptomoedas. Agustin Carstens defendeu que os bancos centrais têm de estar preparados para agir contra as criptomoedas para evitar que estas se transformem em “parasitas” do sistema financeiro. Até porque são “uma combinação de bolha, esquema de Ponzi e desastre ambiental”, garantiu Carstens.

“Há motivos fortes para intervenção”, defendeu o responsável do BIS, uma organização que funciona como uma espécie de banco central dos bancos centrais, citado pela Reuters. Carstens foi duro: argumentou que as criptomoedas, como a bitcoin, “provavelmente não são sustentáveis como dinheiro” e falham “a definição básica” do que é uma moeda.

“Estes ativos podem levantar preocupações relacionadas com a proteção dos consumidores e dos investidores. As autoridades responsáveis têm o dever de educar e proteger os investidores e os consumidores e têm de estar preparadas para agir”, frisou Agustin Carstens.

[A bitcoin] é uma combinação de uma bolha, esquema de Ponzi e um desastre ambiental.

Agustin Carstens

Presidente do Banco Internacional de Pagamentos

Chamou-lhes “tokens digitais privados mascarados de moeda” que podem “subverter a confiança” nos bancos centrais. Descreveu as criptomoedas como “uma combinação de uma bolha, esquema de Ponzi e um desastre ambiental”, na medida em que o processo de “minar” as bitcoins consome níveis de energia muito elevados.

Mas como intervir? Aqui Carstens não foi exaustivo, mas sublinhou que tem de haver requisitos mínimos para aceder à prestação de serviços bancários e de pagamentos, sob um lema fundamental: “Para os mesmos riscos, a mesma regulação. Sem exceções permitidas”.

Em apenas um mês e meio, a bitcoin perdeu mais de 60% do seu valor, face ao máximo atingido em meados de dezembro. Cada bitcoin vale agora cerca de cinco mil dólares, um valor longe dos mais de 19 mil dólares que chegou a atingir. A contribuir para esta perda de valor têm estado precisamente os avisos dos reguladores, que têm vindo a apertar o cerco às criptomoedas.

Quanto vale uma notícia? Contribua para o jornalismo económico independente

Quanto vale uma notícia para si? E várias? O ECO foi citado em meios internacionais como o New York Times e a Reuters por causa da notícia da suspensão de António Mexia e João Manso Neto na EDP, mas também foi o ECO a revelar a demissão de Mário Centeno e o acordo entre o Governo e os privados na TAP. E foi no ECO que leu, em primeira mão, a proposta de plano de recuperação económica de António Costa Silva.

O jornalismo faz-se, em primeiro lugar, de notícias. Isso exige investimento de capital dos acionistas, investimento comercial dos anunciantes, mas também de si, caro leitor. A sua contribuição individual é relevante.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Presidente do BIS lança guerra à bitcoin: “É uma bolha, esquema de Ponzi e um desastre ambiental”

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião