Wall Street virou a página ao medo e somou 2%

Bolsas americanas recompõem-se da queda histórica de ontem. Somaram hoje 2% e deixam os investidores convictos de que últimos dois dias foram de correção necessária nos preços das ações.

Wall Street parece ter virado a página ao medo que tomou conta das bolsas em todo o mundo nas últimas duas sessões. Os mercados acionistas americanos encerraram o dia com ganhos acima de 2%, naquela que foi a melhor sessão desde 2016.

“Tem sido um período louco e o mercado está hoje a tentar encontrar terra firme”, comentou John Lynch, estratega de investimentos da LPL Financial, citado pela agência Reuters.

Depois do mini-crash registado esta segunda-feira, com uma queda histórica de mais de 1.000 pontos, o índice industrial Dow Jones recompôs-se hoje e encerrou em alta de 2,33% para os 24.912,77 pontos. O índice de referência mundial, o S&P 500, acompanhou com uma subida de 1,7%. E também o tecnológico Nasdaq valorizou 2,13%.

O que se passou nos mercados?

Estes desempenhos deixam os investidores convencidos de que se tratou de uma correção necessária após um longo rally que atirou as ações para máximos históricos e um período de reduzida volatilidade.

“Apesar das movimentações violentas nos últimos dois dias, os fundamentais da economia continuam muito fortes e não é apenas nos EUA, é na economia global. Houve uma coerência nos preços e quando temos 440 dias de negociação sem uma queda de 1% num dia, ficamos à mercê de uma correção”, referiu Alicia Levine, analista da BNY Mellon.

Depois de ter disparado mais de 100% ontem, o índice que mede o medo em Wall Street caiu hoje 20%. Do outro lado do Atlântico, investidores já viraram a página à segunda-feira negra.

"Tem sido um período louco e o mercado está hoje a tentar encontrar terra firme.”

John Lynch

Estratega de investimentos da LPL Financial

Quanto vale uma notícia? Contribua para o jornalismo económico independente

Quanto vale uma notícia para si? E várias? O ECO foi citado em meios internacionais como o New York Times e a Reuters por causa da notícia da suspensão de António Mexia e João Manso Neto na EDP, mas também foi o ECO a revelar a demissão de Mário Centeno e o acordo entre o Governo e os privados na TAP. E foi no ECO que leu, em primeira mão, a proposta de plano de recuperação económica de António Costa Silva.

O jornalismo faz-se, em primeiro lugar, de notícias. Isso exige investimento de capital dos acionistas, investimento comercial dos anunciantes, mas também de si, caro leitor. A sua contribuição individual é relevante.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Wall Street virou a página ao medo e somou 2%

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião