Autoeuropa: Abaixo-assinado exige destituição da comissão de trabalhadores

  • ECO
  • 7 Fevereiro 2018

Duas a três centenas de operários já subscreveram o abaixo-assinado que exige a destituição da Comissão de Trabalhadores. Grupo liderado por Fernando Gonçalves diz desconhecer documento.

A dificuldade em chegar a acordo na Autoeuropa levou um grupo de trabalhadores a exigir a “destituição da comissão de trabalhadores eleita”. Segundo o Diário de Notícias, o abaixo-assinado, que pede a saída do grupo liderado por Fernando Gonçalves, já foi subscrito por 200 a 300 operários da fábrica de Palmela.

“O motivo da exigência de destituição prende-se com a falta de hombridade da referida Comissão de Trabalhadores no processo negocial referente à questão que se prende com os novos horários e que opõe os trabalhadores à Administração da Autoeuropa”, esclarece o documento a que o jornal teve acesso.

De acordo com uma fonte sindical, este abaixo-assinado (que ainda não deu entrada no departamento de recursos humanos da Autoeuropa) deverá tornar obrigatória a marcação de um novo plenário, no qual o órgão representativo em causa poderá ver retirada a confiança para se manter em funções. A comissão de trabalhadores diz, no entanto, desconhecer o documento.

Esta não é a primeira vez que os trabalhadores desta fábrica se revoltam contra os seus representantes. Em dezembro, esteve a circular um abaixo-assinado para destituir a comissão de trabalhadores eleita em outubro. Nessa ocasião, as exigências acabaram por ficar na gaveta.

Desta vez, o processo foi desencadeado, na semana passada, quando, confrontado por um trabalhador descontente, um elemento da órgão representativo avançou com uma queixa que já originou a abertura de um processo disciplinar com vista ao despedimento por justa causa. Na sequência desse incidente, foi posto a circular o atual abaixo-assinado.

A comissão de trabalhadores é o único organismo que a administração da Autoeuropa considera válido para negociar questões laborais. Em cima da mesa está a discussão de um ponto de equilíbrio entre as reivindicações dos operários relativamente aos horários de trabalho e aos seu pagamento e a produtividade da fábrica, que tem de garantir as encomendas do novo modelo T-Roc.

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