Wall Street volta a entrar em curto circuito. Dow Jones afunda 4%

Depois do mini-crash de segunda-feira, bolsas norte-americanas voltam a afundar hoje. Dow Jones perdeu mais de 1.000 pontos, protagonizando um tombo de mais de 4%.

Está a ser uma semana atribulada em Wall Street e as lembranças do mini-crash de segunda-feira ainda continuam frescas nas memórias de muitos investidores. As bolsas norte-americanas mergulharam hoje numa nova crise.

O índice S&P 500, que é a referência para todo o mundo, cedeu 3,74%. Também o Nasdaq caiu 3,9%. E o industrial Dow Jones, que na segunda protagonizou uma queda histórica de mais de 1.000 pontos, voltou hoje a recuar novamente em 1.000 pontos: fechou em forte baixa de 4,15% para 23.860,46 pontos.

“A poeira ainda não assentou e penso que os compradores e vendedores estão a tentar perceber o que é que o mercado quer realmente fazer”, referiu Jonathan Corpina, da Meridian Equity Partner, citado pela Reuters. “Acho que isto vai continuar nas próximas sessões”, acrescentou.

Esta correção nos mercados já era mais ou menos esperada pelos analistas, depois de meses de valorizações das ações. Na passada sexta-feira, com os bons dados da economia norte-americana, desencadeou-se uma onda vendedora em Nova Iorque com os investidores a recearem mais subidas das taxas de juro da parte da Reserva Federal norte-americana em resposta ao bom momento económico, que começa a colocar pressão na taxa de inflação.

A poeira ainda não assentou e penso que os compradores e vendedores estão a tentar perceber o que é que o mercado quer realmente fazer. Acho que isto vai continuar nas próximas sessões.

Jonathan Corpina

Meridian Equity Partner

“O que estamos a ver hoje é uma continuação dos receios em relação à subida da taxa de juro e em torno das avaliações das ações”, resumiu Chris Zaccarelli, da Advisor Alliance, à Reuters.

Em termos empresariais, destaque para as ações do Twitter. A rede social de microblogging registou os primeiros lucros trimestrais no final do ano passado, uma notícia que foi bem recebida pelos investidores. As ações somaram 12% e contrariam a cor vermelha que voltou a pintar Wall Street.

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