Exportações de bens atingem maior peso no PIB dos últimos 17 anos

No conjunto de 2017, as exportações aumentaram 10,1% face ao ano passado, mas as importações subiram ainda mais. O défice comercial agravou-se 2,6 mil milhões de euros.

As exportações de bens atingiram os 55 mil milhões de euros em 2017, atingindo o maior peso no PIB pelo menos dos últimos 17 anos: 28,6% do PIB. Os dados divulgados esta sexta-feira pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) revelam que as exportações aumentaram 10,1% face a 2016. Mas as importações cresceram ainda mais, 12,5%, e agravaram o défice comercial em 2,6 mil milhões de euros.

Peso das exportações no PIB de 2000 a 2017

Fonte: INE/Pordata.

O ministro da Economia já tinha antecipado que em 2017 ia ser “o ano com maiores exportações de sempre em Portugal”. “Não só com maior volume, mas também com o maior peso das exportações no PIB”, disse Manuel Caldeira Cabral em janeiro. Os dados do INE confirmam a previsão: as exportações de bens aumentaram cinco mil milhões em relação a 2016 e passaram de um peso de 27,01% no PIB para 28,6% em 2017.

2017 foi um ano de aceleração das exportações de bens — subida de 10,1%, o ritmo mais forte desde 2011 — dado que, em 2016, tinham crescido apenas 0,8%. Contudo, as importações registaram uma “acentuada aceleração”, classifica o INE, de 1,5% para 12,5% — o ritmo mais forte desde 2010. Ao todo, em 2017, as importações somaram mais de 7,6 mil milhões de euros. Por causa disso, o défice comercial de bens piorou 2,6 mil milhões de euros e atingiu os 13,8 mil milhões, um máximo desde 2011.

Evolução do volume das exportações, importações e défice comercial

Fonte: Instituto Nacional de Estatística.

Com o agravamento do défice da balança comercial, a taxa de cobertura caiu 1,8 pontos percentuais para os 79,9% em 2017. A taxa de cobertura mede a relação entre o valor exportado e o valor importado de cada bem. Ou seja, é a percentagem do valor da importação de bens que é coberta pelo valor da exportação de bens.

É preciso ressalvar que os dados divulgados esta sexta-feira não estão deflacionados, ou seja, não refletem a variação dos preços. Além disso, estas exportações referem-se apenas a bens (mercadorias), excluindo as exportações de serviços cuja divulgação é feita pelo Banco de Portugal. A balança comercial dos serviços tem sido positiva graças ao contributo do turismo, o que ajuda Portugal a equilibrar as contas.

(Notícia atualizada pela última vez às 12h09)

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