Governo defende criação de três impostos europeus

  • ECO
  • 12 Fevereiro 2018

O Governo alinha-se com a visão da Comissão e defende que a contribuição dos Estados-membros seja mais alta. Com novos impostos sobre empresas poluentes, plataformas digitais e as transações.

O Governo português defende a criação de novas formas de financiamento europeu, para que a participação de cada Estado-membro para o orçamento comunitário seja de 1,2%. Estas novas fontes passam pelo surgimento de três novos impostos, que serão formalmente propostos na reunião informal da Comissão Europeia, a 23 de fevereiro. A notícia é avançada esta segunda-feira pelo Público (acesso condicionado).

Esta carga fiscal incidirá sobre as empresas poluentes, as plataformas digitais e as transações financeiras internacionais, com o objetivo de aumentar a participação dos Estados-membros de 1% para 1,2%. A Comissão Europeia defende que se vá ainda mais longe e que se aumente a contribuição para 1,3%.

A revisão das contribuições torna-se necessária para responder à saída do Reino Unido da União Europeia, que atualmente contribui com um montante líquido de 13 mil milhões de euros. Junta-se também a isto a necessidade de investir mais na segurança e na defesa comum.

A escolha do Governo de taxar estes três aspetos foi feita de maneira a que este novo tipo de impostos não recaísse sobre os cidadãos dos Estados-membros e a que a Europa se alinhe com o que já é praticado noutras nações. A proposta oficial será então formalmente institucionalizada no final deste mês.

Quanto vale uma notícia? Contribua para o jornalismo económico independente

Quanto vale uma notícia para si? E várias? O ECO foi citado em meios internacionais como o New York Times e a Reuters por causa da notícia da suspensão de António Mexia e João Manso Neto na EDP, mas também foi o ECO a revelar a demissão de Mário Centeno e o acordo entre o Governo e os privados na TAP. E foi no ECO que leu, em primeira mão, a proposta de plano de recuperação económica de António Costa Silva.

O jornalismo faz-se, em primeiro lugar, de notícias. Isso exige investimento de capital dos acionistas, investimento comercial dos anunciantes, mas também de si, caro leitor. A sua contribuição individual é relevante.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Governo defende criação de três impostos europeus

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião