Nunca houve tão poucas famílias em incumprimento no crédito

Em 2017, 47 mil famílias deixaram de estar em falta com o pagamento das prestações do crédito. Grande parte das saídas de incumprimento disseram respeito a empréstimos ao consumo.

Há cada vez menos famílias a falharem os compromissos com o crédito. Eram cerca de 524 mil os agregados em incumprimento com as prestações dos empréstimos, no final de 2017, mostram dados da Central de Responsabilidades de Crédito do Banco de Portugal. Trata-se de o valor mais baixo desde março de 2009, período a que remonta o histórico disponibilizado pela entidade liderada por Carlos Costa. Este novo marco histórico resulta sobretudo da diminuição das situações de incumprimento no crédito ao consumo.

Este é o balanço de um ano marcado pela quebra acentuada do número de situações de incumprimento. No total, 47 mil famílias deixaram de estar em falha com o pagamento dos empréstimos, o número de saídas mais elevado do histórico do Banco de Portugal cujo início remonta ao primeiro trimestre de 2009. Existiam assim 524.168 agregados em falha perante 5,19 mil milhões de euros de crédito vencido, no final de 2017, que corresponde ao montante mais baixo desde março de 2011.

Número de incumpridores em queda

Fonte: Banco de Portugal

A quebra das situação de incumprimento coincide com a melhoria da situação económica do país que ajudou muitas famílias a virarem costas ao flagelo do incumprimento. Não só a economia começou a crescer a um ritmo bastante mais acelerado, como o desemprego recuou para novos mínimos, com muitas pessoas a regressarem ao mercado do trabalho e assim conseguirem cumprir com os seus compromissos financeiros.

De acordo com os últimos dados disponibilizados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), nesta quarta-feira, o PIB português cresceu 2,7% no ano passado, a fasquia mais elevada desde 2000. O ano passado fica ainda marcado por uma forte recuperação dos níveis de emprego. Segundo também o INE, a taxa de desemprego situou-se nos 8,9%, em 2017, o valor mais baixo desde 2008.

Não é de estranhar que, perante a melhoria deste quadro económico, as situações de incumprimento tenham caído de forma tão acentuada no ano passado. Mas foi sobretudo no crédito ao consumo e para outros fins onde se observou o “bolo” dessa redução.

As estatísticas do Banco de Portugal revelam que em 2017, cerca de 49 mil devedores viraram costas ao incumprimento no crédito ao consumo. Trata-se do número mais elevado do histórico disponibilizado pela entidade liderada por Carlos Costa, com o total de situações de crédito vencido neste segmento a baixar para um novo mínimo de sempre: 464.998. Estes agregados eram responsáveis por um total de 2,36 mil milhões de euros em crédito vencido, um mínimo de meados de 2009.

No crédito à habitação que continua a ser o principal motor da nova concessão também se observou uma quebra, mas num grau muito menos acentuado. Houve um total de 995 famílias a deixarem de estar em falta com as prestações dos empréstimos da casa, com o total de situações a fixar-se no final de 2017 nos 111.705. Cerca de 2,83 mil milhões de euros era quanto tinham em incumprimento no final do ano passado.

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