Altice Portugal assina parceria com o Programa Carnegie Mellon Portugal

A Altice Portugal assinou um protocolo com a Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT), tornando-se parceira do Programa Carnegie Mellon Portugal.

A Altice Portugal assinou um protocolo com a Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT), passando a tornar-se parceira industrial do Programa Carnegie Mellon Portugal, lançado em 2006 como resultado de uma colaboração entre o Governo português e a universidade norte-americana. Com esta parceria, a empresa de Alexandre Fonseca compromete-se a reforçar o investimento em Investigação e Desenvolvimento (I&D) e a criar emprego qualificado até 2030.

O acordo foi assinado esta quinta-feira, durante o Conselho de Ministros, o que vai permitir à Altice Portugal “promover e estimular ações no âmbito do programa Carnegie Mellon-Portugal, de forma a aproximar as suas atividades às academias nacionais de ensino, de investigação e de desenvolvimento“, lê-se no comunicado enviado pela empresa. Para além disso, a operadora vai apoiar cursos de formação avançada que serão disponibilizados brevemente.

Este acordo é perfeitamente natural e alinhado com o compromisso que a Altice tem mantido com a Ciência, a Investigação e o Desenvolvimento através da Altice Labs, cuja ligação ao sistema científico e tecnológico português é um caso exemplar de cooperação universidade/empresa”, disse Alcino Lavrador, diretor da Altice Labs em Portugal. Para reforçar ainda mais esta parceria, a empresa tem vindo a criar laboratórios em várias universidades, que “permitem a realização de projetos conjuntos de I&D e de exploração tecnológica”.

Este ato é o de afirmação do trabalho que a Altice tem vindo a levar nos últimos três anos em Portugal. Investir em Ciência, Inovação e Tecnologia são os pilares deste tempo moderno e, sem dúvida, o veículo para o desenvolvimento económico sustentado”, sublinhou Alexandre Fonseca, CEO da Altice Portugal.

Na altura de assinatura do protocolo, deu-se o lançamento do programa “Go Portugal”, que contempla várias parcerias entre o Governo português e instituições de ensino nacionais e internacionais, entre elas a Universidade de Carnegie Mellon, a Universidade do Texas e o Massachusetts Institute of Technology (MIT). “Este programa de parcerias internacionais é estratégico para o país, porque dá confiança às empresa, sobretudo multinacionais, para investirem cá“, disse o Ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Manuel Heitor, durante a conferência de imprensa.

O programa Carnegie Mellon-Portugal foi criado em outubro de 2006 e a missão passa por colocar o país em posições de destaque nas áreas da Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC), através da parceria entre o Governo e a universidade norte-americana de Carnegie Mellon. Este acordo além-fronteiras envolve mais de 300 estudantes do Mestrado Profissional e de Doutoramento, entre projetos de investigação, e parcerias com mais de 80 empresas.

Uma parceria atrás da outra…

Através do programa já foram criadas nove startups e ainda o Instituto de Tecnologias Interativas da Madeira (Madeira-ITI). Fundado em 2010 pela Universidade da Madeira, em colaboração com a Carnegie Mellon University e o Madeira Tecnopolo, o Madeira-ITI resultou do bom desempenho do Carnegie Mellon Portugal, através do programa dual do Mestrado em Interação Humano-Computador. Até à data foram gerados dez milhões de euros em projetos de investigação, maioritariamente oriundos de investimento internacional.

Mas a lista de parcerias não fica por aqui. Em 2015, o Governo português assinou um protocolo com o Massachusetts Institute of Technology (MIT), uma universidade privada em Cambridge, fundando o programa MIT Portugal. Em colaboração com a Fundação para a Ciência e a Tecnologia, outras universidades portuguesas, centros de investigação e parceiros da indústria e do Governo, o programa visa oferecer formações nas áreas da engenharia, gestão e política, “para estudantes que procuram tornar-se líderes em inovação tecnológica“, lê-se no site da Universidade de Lisboa.

No dia do Conselho de Ministros, foi ainda renovado por mais dez anos o programa UT Austin | Portugal, uma parceria com a Universidade do Texas que aposta na computação avançada, nas interações com o Atlântico, na nanotecnologia e na física médica. O protocolo conta ainda com a colaboração de mais dez empresas: Abyssal, Deimos, Edisoft, Galp, Graphenest, IBM Portugal, Omnidea, Petsys, Tekever e Wavecom, e já gerou um impacto económico direto superior a 318 milhões de euros, de acordo com o comunicado enviado pelo Instituto de Engenharia de Sistemas e Computadores, Tecnologia e Ciência (INESC TEC), responsável pelo mesmo.

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