É oficial. Autoeuropa aprova aumento de 3,2% e passagem de 250 funcionários a efetivos

  • Marta Santos Silva
  • 21 Fevereiro 2018

A Comissão de Trabalhadores confirma que os aumentos ficam aquém do que reivindicaram mas acima da proposta inicial da administração. O aumento tem agora de ser aprovado pelos trabalhadores.

A Comissão de Trabalhadores (CT) e a Autoeuropa conseguiram chegar a um pré-acordo para aumentos salariais, conforme confirmou ao ECO fonte oficial da Comissão de Trabalhadores. O aumento salarial, com retroativos a outubro, é de 3,2%, tal como a CT anunciou num comunicado enviado às redações.

A CT esperou para confirmar valores avançados pelo ECO até os ter comunicado aos trabalhadores, sem se pronunciar sobre o tema antes desse momento. Agora, o entendimento será debatido pelos trabalhadores num plenário na próxima terça-feira, já que os 5.700 trabalhadores têm de aceitar as condições que os seus representantes negociaram com a administração da fábrica de Palmela.

Fernando Goncalves é o atual presidente da Comissão de Trabalhadores.RUI MINDERICO/LUSA

A ser aceite, o aumento salarial será de de 3,2% com retroativos a 1 de outubro de 2017. O entendimento prevê um valor mínimo de 25 euros para aqueles trabalhadores que, com mais 3,2%, fiquem aquém desse valor. Em abril de 2018, haverá prémios para os trabalhadores de 100 ou 200 euros, que dependerão da antiguidade do trabalhador. O acordo a 15 meses vigorará até ao final do ano deixando assim espaço para, no final de 2018, voltar a negociar aumentos salariais para 2019. O entendimento inclui ainda a “conversão de 250 contratos a termo em contratos efetivos até 31 de dezembro de 2018”.

A negociação atual deveria ter ocorrido em setembro. No entanto, após a saída de uma Comissão de Trabalhadores no verão passado por não ter conseguido encontrar um pré-acordo para os horários de trabalho e salários que tenha agradado aos operários da fábrica de Palmela, a negociação foi-se atrasando — é por isso que o aumento terá retroativos a outubro.

Os valores ficam aquém do que a Comissão de Trabalhadores, dirigida por Fernando Gonçalves (na foto), pretendia no seu caderno reivindicativo, onde exigia aumentos de 6,5%, com um mínimo de 50 euros. No entanto, são superiores ao que a administração contrapropôs, que era um aumento de 3% este ano (2018), embora com a promessa de mais 2% em 2019.

Este ano, a partir de 29 de janeiro, a fábrica da Volkswagen decidiu impor unilateralmente um horário de 17 turnos que inclui o trabalho obrigatório ao sábado e um turno noturno da meia-noite às 7h00, após ter sido impossível chegar a um acordo que fosse aprovado pelos trabalhadores. A Autoeuropa referiu que seria impossível atingir a meta de produção do novo modelo T-Roc sem esse alargamento de horário.

A atual Comissão de Trabalhadores também não tem trabalhado sem contestação. Um abaixo-assinado que circulou na empresa teria recolhido cerca de duas centenas de assinaturas para destituir o grupo de representantes.

Notícia atualizada às 17:15.

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