Metalurgia ultrapassa a barreira dos 16 mil milhões em exportações. Estados Unidos crescem 35%

A indústria de metalurgia e metalomecânica continua a bater recordes de exportações. Em 2017, ultrapassou a barreira dos 16 mil milhões de euros. Fora da UE crescimento é de 22%.

O setor metalúrgico e metalomecânico continua em alta e assume-se cada vez mais com o setor líder das exportações nacionais. Em 2017, o setor bateu pela primeira vez na sua história a barreira dos 16 mil milhões de euros de exportações, o que representa um crescimento global de 12%, ou seja, praticamente mais dois mil milhões do que tinha exportado no ano anterior, segundo dados compilados pela associação do setor (AIMMAP) com base nas estatísticas de comércio internacional do INE.

Os mercados da União Europeia continuam a ser os que mais contribuem para o bolo global, com especial destaque para Espanha, Alemanha e França, mas em termos de crescimento foram os mercados extra-comunitários que registaram as maiores subidas. Assim enquanto a Europa cresceu 9%, os mercados fora da Europa cresceram 22%.

Rafael Campos Pereira, vice-presidente da AIMMAP em declarações ao ECO salienta o comportamento do mercado dos Estados Unidos da América e para onde o setor já exporta mais de 500 milhões de euros.

“É um mercado muito importante para a indústria, é uma das nossas apostas fortes e é de salientar que o mercado americano já representa 3% do total das nossas exportações e regista um crescimento consolidado de 35%”.

Quem também tem vindo a registar bons níveis de crescimento é o mercado brasileiro, que só em 2017 cresceu 70%. O vice-presidente da AIMMAP diz que “é tanto mais relevante este número na medida em que o Brasil é um mercado onde infelizmente ainda não nos tínhamos afirmado. Agora temos uma quota de 1,8”.

Rafael Campos Pereira afirma ainda que para além destes números, o setor tem vindo a despertar a atenção dos investidores estrangeiros, havendo interesse de empresas israelitas e brasileiras. O último investimento de monta (10 milhões de euros) a ser conhecido no setor foi o da dinamarquesa Vestas e que já criou 120 postos de trabalho.

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