Funcionários públicos continuam sem receber progressões

  • ECO
  • 22 Fevereiro 2018

Entre os funcionários que ainda não começaram a receber o acréscimo resultante das progressões estão polícias, médicos, professores e oficiais de justiça.

Ainda não é desta que a maioria dos funcionários públicos em condições de progredir vai receber o acréscimo remuneratório. De acordo com o Diário de Notícias, polícias, médicos e oficiais de justiça ainda aguardam pelo aumento que resulta do descongelamento das progressões. E os professores só vão sentir estes efeitos em abril.

“Há cerca de 3000 polícias que em janeiro estavam em condições de progredir e que ainda não receberam nada”, afirma Mário Andrade, do Sindicato dos Profissionais de Polícia (CPPT). Carlos Almeida, do Sindicato dos Oficiais de Justiça, faz um balanço semelhante. E também Roque da Cunha, secretário-geral do Sindicato Independente dos Médicos, frisa que há milhares de médicos em condições de progredir, embora não exista ainda qualquer indicação dos serviços quanto a datas.

O DN indica ainda que, nos serviços prisionais, o descongelamento já começou a ser pago a alguns trabalhadores mas sem o valor referente a janeiro. Por outro lado, os trabalhadores dos impostos estão entre os funcionários que já estão a receber o valor resultante da progressão, de acordo com o sindicalista Paulo Ralha.

O Ministério das Finanças só vai disponibilizar dados oficiais na próxima semana. E os dirigentes das estruturas sindicais transversais da administração pública acreditam que mais de metade dos trabalhadores continuem sem receber o acréscimo resultante do descongelamento.

Esta manhã, Carlos Silva, da UGT, disse aos jornalistas que via este atraso no descongelamento das carreiras “com preocupação”. “Não vou retirar sequer considerações negativas ou positivas, preferiria que os trabalhadores tivessem sentido já este mês, como era expectável, os devidos descongelamentos“, afirmou à saída da reunião com a administração da Autoeuropa.

Em relação aos professores, Carlos Silva adiantou que, conforme falado com os sindicatos da administração pública: “vamos ter que falar com o primeiro-ministro para perceber quando é que serão descongeladas as carreiras e como é que se fará a progressão”. O secretário-geral da UGT afirmou ainda que a “pressão” da organização unitária é alertar e sensibilizar o primeiro-ministro António Costa, adiantando ainda que solicitou esta manhã uma reunião com o mesmo.

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