Dona da Aerosoles fecha fábrica e lojas em Portugal. 90 postos de trabalho em risco

  • Lusa
  • 23 Fevereiro 2018

A MoveOn emprega 45 trabalhadores nas lojas e outros 45 nos escritórios e fábrica que opera em Esmoriz. Grande parte da produção continuará a ser feita em Portugal, diz a empresa.

A MoveOn, detentora da marca Aerosoles para o mercado europeu, anunciou, esta sexta-feira, que vai encerrar a unidade produtiva e as dez lojas que tem em Portugal, colocando em causa 90 empregos, bem como a sua subsidiária na Índia.

“A MoveOn terá de abandonar a sua estratégia vertical com produção própria, fechando a unidade produtiva em Portugal e vendendo a sua subsidiária na Índia. No entanto, grande parte da produção continuará a ser feita em Portugal. A partir da próxima estação Outono-Inverno 2018, a empresa terá como foco principal o desenvolvimento do produto, compra, venda e colocação do mesmo no mercado”, disse, em comunicado, a empresa.

No total, em Portugal, estão em causa 45 postos de trabalho nas dez lojas da marca e outros 45 que são funcionários dos escritórios e da fábrica, localizada em Esmoriz, distrito de Aveiro.

De acordo com a empresa, o grupo indiano Tata Internacional, detentor de 100% do capital da MoveOn, teve de proceder ao reposicionamento da atividade com enfoque no comércio ‘online’, respondendo “aos desafios atuais do retalho” e ao “grande crescimento” da tendência de compras, através da internet, a nível internacional.

“A decisão que se aplica agora a Portugal e vários outros mercados onde a marca está presente está alinhada com a casa-mãe nos Estados Unidos, onde as vendas online chegam a ultrapassar os 50% no último ano. A MoveOn […] lançou a loja online no mercado nacional em setembro de 2017, tendo-se registado uma grande aceitração por parte dos consumidores. Com o encerramento, no final do mês de fevereiro, das dez lojas existentes em Portugal, este canal ‘online’ tornar-se-á o mais importante para a marca Aerosoles”, acrescentou.

Quanto vale uma notícia? Contribua para o jornalismo económico independente

Quanto vale uma notícia para si? E várias? O ECO foi citado em meios internacionais como o New York Times e a Reuters por causa da notícia da suspensão de António Mexia e João Manso Neto na EDP, mas também foi o ECO a revelar a demissão de Mário Centeno e o acordo entre o Governo e os privados na TAP. E foi no ECO que leu, em primeira mão, a proposta de plano de recuperação económica de António Costa Silva.

O jornalismo faz-se, em primeiro lugar, de notícias. Isso exige investimento de capital dos acionistas, investimento comercial dos anunciantes, mas também de si, caro leitor. A sua contribuição individual é relevante.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Dona da Aerosoles fecha fábrica e lojas em Portugal. 90 postos de trabalho em risco

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião